Domingo, 03 de Julho de 2022
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As peças do seu caminhão são um assunto sério!

Verificar corretamente se as peças do seu caminhão precisam de reparos, garante a tranquilidade durante o trajeto

07/06/2022 às 09h29
Por: Redação Fonte: Redação
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Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Estamos aqui hoje com mais um assunto sobre o universo das estradas!

 

E nós preparamos um conteúdo falando sobre a importância de checar as peças do seu caminhão.

 

Fazendo isso, garantirá segurança e evitará custos que poderiam ser prevenidos. Dessa forma, é possível antecipar os reparos e garantir tranquilidade durante sua viagem.

 

 

Ficou curioso? Então, bora lá saber mais?

 

Aqui você encontra:

 

A importância do cuidado com as peças do caminhão

 

Quando o assunto é manutenção de veículos de carga como os caminhões, os custos com manutenções preventivas afeta diretamente o orçamento do motorista profissional.

 

Caminhões são preparados para levar cargas super pesadas e isso causa desgaste de peças e componentes ao longo do tempo. Somado a isso, estradas com manutenções ruins e condições climáticas diferentes, são fatores que também devem ser considerados quando se planeja a manutenção periódica dos caminhões. Portanto, a manutenção dos caminhões exige atenção no planejamento, tanto pela segurança quanto pelo ponto de vista financeiro.

 

7 peças do seu caminhão que mais necessitam de cuidados

 

Vamos te mostrar as 7 peças do seu caminhão que mais necessitam de cuidados e dicas de como você deve lidar com a manutenção e substituição deles.

 

1. Freios: de importância incontestável para a segurança de qualquer veículo, os freios devem estar em perfeito funcionamento. A ausência desse tipo de manutenção pode gerar um desgaste acentuado nas peças — lonas, molas, patins, tambores e retentores, sem contar os acidentes que podem ocorrer pela falta de manutenção de todo o sistema de freios do caminhão.

 

Os principais indícios causados por falhas nesse sistema são:

 

- Danos nos rolamentos e nos pneus;

- Aumento na distância de frenagem;

- Superaquecimento;

- Ruídos e vibrações ao frear;

- Baixa durabilidade das lonas.

 

2. Sistema elétrico: a injeção eletrônica precisa ter o software atualizado na frequência indicada pela montadora. Já a parte elétrica deve ser inspecionada periodicamente. Verifique sempre o funcionamento de sensores, atuadores e válvulas, além das lâmpadas que proporcionam segurança para os usuários das vias e do próprio motorista.

 

Para garantir o bom funcionamento desse sistema, também é necessário revisar o alternador e a caixa de fusível. Cuidar desses componentes evita a sobrecarga do caminhão ao ligar acessórios elétricos. Para evitar problemas repentinos, tenha fusíveis reservas para substituir os que estão danificados.

 

3. Motor: o motor merece atenção redobrada, pois é o sistema mais caro do caminhão, além de ser o “coração” do veículo. Caso ele sofra alguma pane na estrada, o caminhoneiro corre o risco de ficar desamparado. Por isso, é importante revisá-lo antes e após as viagens.

 

Várias partes do sistema de motorização devem ser conferidas, como nível de força (torque), injeção de combustível, nível de óleo partida, entre outras. Se o desempenho estiver aquém do esperado, pode ser que ele consuma diesel em excesso ou puxe pouco ao transportar cargas pesadas.

 

4. Suspensão: a suspensão é muito exigida nos veículos de carga, devido ao peso carregado e às irregularidades das estradas. Portanto, cheque todas as peças desse sistema — amortecedores, bandejas, batentes, molas e barra estabilizadora.

 

É importante observar com atenção para detectar desgastes nesses componentes, além de lubrificar os pinos que apoiam todos eles. Por fim, basta ver também se os grampos e parafusos estão frouxos ou soltos.

 

Entre os sinais de problemas na suspensão, o motorista pode sentir trepidações e escutar ruídos ao fazer curvas ou passar pelos buracos. A função desse sistema é estabilizar a dirigibilidade do caminhão. Em situações extremas pode haver até mesmo a perda de controle.

 

5. Embreagem: ela transfere a força do motor para o sistema de transmissão e, por último, às rodas. Próxima à caixa de câmbio, a embreagem contém diversas peças importantes, como disco, platô e rolamento.

 

Os sinais de desgaste são facilmente percebidos durante a troca de marchas, quando ocorrem ruídos, trepidações e falhas. Nesses casos, procure por um mecânico especializado para revisar o quanto antes, já que o seu mau funcionamento pode causar acidentes graves.

 

Ainda que apenas um dos componentes esteja quebrado ou com defeito, o ideal é fazer a troca de todo o conjunto de embreagem. Além disso, existem alguns cuidados que prolongam a vida útil da embreagem, como a calibração e a lubrificação das peças. Executar as trocas de marcha da maneira correta também ajuda a diminuir seu desgaste.

 

6. Iluminação: a iluminação é essencial e obrigatória, pois impacta na segurança, já que as luzes ajudam na direção diurna e noturna. Fazem parte desse conjunto:

 

- Faróis dianteiros e de neblina;

- Piscas;

- Lanterna;

- Luzes de posição, placa, freio e ré.

 

Por lei, todas as luzes devem funcionar corretamente ou o condutor pode ser autuado. Por isso, antes de pegar a estrada, verifique as luzes dianteiras e traseiras para identificar se há uma lâmpada queimada. Caso seja necessário trocá-la, faça em pares, pois ambas têm durabilidade similar.

 

Outra recomendação é ver se o componente óptico está bem colocado, pois as vibrações sofridas pelo veículo podem soltar alguma peça, desregulando a iluminação.

 

7. Pneus: os pneus são os únicos acessórios que entram em contato com o chão, logo, seu desgaste é inevitável. E quando se trata de um caminhão que suporta muito peso, eles demandam atenção redobrada por parte do frotista e do caminhoneiro.

 

Os sinais de deterioração são fáceis de detectar com somente uma avaliação visual. Portanto, veja se existem bolhas, rachaduras ou saliências em sua superfície. Inspecione também a profundidade dos sulcos: eles devem estar no nível recomendado pelo fabricante. Transitar com pneus carecas é muito arriscado, além de ser ilegal.

 

Para conservar os pneus, providencie a calibragem semanal, além de fazer alinhamento, balanceamento e rodízio a cada 10 mil km rodados. No momento da troca, escolha pneus de qualidade. Dessa forma, você garante o bom desempenho e segurança da sua frota e dos demais motoristas que trafegam ao seu lado nas rodovias.

 

Após saber quais peças/componentes para caminhão necessitam de cuidados especiais, você pode potencializar seu cronograma de manutenção preventiva. Ao fazê-lo, sua frota terá desempenho operacional garantido, além de reduzir custos e reforçar a segurança de todos os envolvidos.

 

É, mas não é só isso! Tem mais dicas, veja abaixo!

 

O TWI

 

 

- O que é TWI?

 

TWI é uma sigla técnica que abrevia o termo Tread Wear Indicator. Quando traduzimos para o português, essa expressão remete ao Índice de Desgaste da Banda de Rodagem, ou seja, um indicador direto da durabilidade dos seus pneus.

 

Em termos técnicos, o TWI é importante por se tratar de um padrão universal para toda a indústria, estando presente tanto nos pneus nacionais quanto nos importados — e não pense que se trata de uma tecnologia estranha ou complicada! Na realidade, foi justamente a sua simplicidade que o fez ser adotado.

 

O TWI é um ressalto que estará posicionado em um dos sulcos da banda de rodagem, como se fosse uma pequena lombada de borracha. 

 

- Quais os riscos e as desvantagens de rodar com pneus irregulares?

 

Agora que você conhece todos os métodos oficiais e paralelos para identificar as condições dos seus pneus, chegou o momento de entender as consequências de ignorar esse indicador de desgaste. Veja!

 

Conforto: é percebido uma queda drástica no conforto durante a condução, independentemente do tipo de veículo que você pilota. Isso acontece porque o desgaste nem sempre surge de maneira equilibrada por todo o pneu, costumando se concentrar em apenas um dos lados.

 

Dirigibilidade: você também passa a notar certa irregularidade na condução, como quando o veículo puxa para um dos lados. No longo prazo, a permanência desse quadro provocará a sobrecarga desigual em alguns dos componentes, aumentando os seus custos de manutenção.

 

Segurança: com o avanço do desgaste, os pneus se tornam cada vez mais impróprios e inseguros a cada quilômetro rodado, não oferecendo a mesma aderência e responsividade de antes. Nesse estágio, você passa a colocar a própria segurança em risco, assim como a dos demais ocupantes do seu veículo.  Um exemplo clássico da ineficiência de pneus gastos tende a acontecer sobre aquaplanagens. Como as bandas estão gastas e os sulcos não têm profundidade, o componente não consegue escoar o líquido, fazendo com que o veículo deslize sobre uma lâmina de água, perdendo o contato com o asfalto.

 

Manutenção: por fim, a alta dos custos de manutenção. No fim do dia, não importa o tipo de pneu que equipou o seu carro, mas importam os cuidados periódicos que você ofereceu ao veículo. É nesse sentido que sempre frisamos a importância de haver procedimentos preventivos, como a calibragem a cada duas semanas e a própria inspeção do TWI.

 

A Calibragem do seu veículo

 

 

- 4 riscos de um pneu descalibrado

 

Como você verá, o pequeno tempo dedicado a essa tarefa equivale a toda uma viagem mais segura, econômica e produtiva. Confira!

 

1- Risco de aquaplanagem: em um país continental como o nosso, é comum que você saia de um ponto do mapa em que está com sol e pegue chuva durante a viagem. Isso, portanto, faz parte do seu dia a dia na estrada. A aquaplanagem pode intensificar um perigo relevante nessas situações com os pneus do seu veículo. Como há muita água entre o pneu e o asfalto, a baixa calibragem impede que os sulcos existentes exerçam sua função e afastem o líquido, formando uma película de água e desencadeando o temido problema: o caminhão parece voar na pista.

 

2- Desgaste de combustível: os caminhoneiros sabem como o combustível é um fator que influencia em sua rentabilidade. Reduzir esse gasto é uma tarefa que exige estratégia e está relacionada às condições do seu caminhão, especialmente dos pneus. Não mantê-los calibrados já aumenta o consumo do diesel. Portanto, esse é mais um prejuízo enfrentado pelos motoristas que deixam de lado a calibragem!

 

3- Danos aos pneus: os pneus foram pensados para operar em determinadas condições e isso inclui a calibragem indicada pelo fabricante. Na falta de atenção a esse ato, o funcionamento será prejudicado, ficando exposto a danos excessivos. Em outras palavras, o descuido pode render rasgos, furos e até a perda da borracha que cobre o pneu.

 

4- Direção pesada e desconfortável: com o aumento da pressão e do atrito com o solo, manter o veículo na direção correta demanda um esforço maior. Isso significa mais cansaço e estresse durante o trabalho e, claro, um alto risco de acidentes.

 

Dicas para os pneus do seu caminhão

 

- Importância do rodízio, alinhamento e balanceamento para o pneu de caminhão

 

Fazer o rodízio possibilita que os pneus sejam expostos ao mesmo tipo de impacto, de forma equivalente.

 

O alinhamento e balanceamento também são medidas simples e contribuem muito para a durabilidade dos pneus.

 

A famosa "direção puxando" ou pesada é indício da falta de um destes procedimentos. É importante executá-los a cada 10 ou 15 mil quilômetros.

 

- Controle o uso do pneu do caminhão

 

Quando falamos em controlar o uso do pneu, não quer dizer para manter os veículos parados. Implementar uma boa gestão é o primeiro passo para evitar o desgaste prematuro e detectar problemas que podem gerar multas e transtornos. Para fazer isso, basta seguir algumas dicas bem simples:

 

  • Dê atenção especial ao rodízio de pneus e à manutenção dos freios;

  • Amortecedores e demais componentes da suspensão também devem estar em ordem;

  • Outra questão são os motoristas: invista em treinamentos e na direção defensiva.

 

- Saiba a hora certa de trocar os pneus

 

Ainda que você faça uma boa gestão dos pneus, uma hora eles terão que ser trocados. Os pneus podem durar até 80 mil km, mas isso depende de várias questões.

 

Mas não é só quando o sulco da banda de rodagem estiver baixo!

 

Rasgos e ressecamento das paredes laterais são sinais de que a hora da troca chegou — esse tipo de problema costuma aparecer em pneus recauchutados. Embora a parte que toca o solo esteja em ordem, pode ocorrer um estouro por danos em outras áreas. Bolhas e deformações também indicam a hora certa de comprar novos componentes, ainda que os sulcos estejam em ordem.

 

Checklist de uma viagem segura

 

 

Revisão dos pneus: único ponto de contato entre o veículo e o solo, eles exercem influência direta em todo o comportamento dinâmico de um carro. Suas boas condições proporcionam o aproveitamento total dos sistemas de suspensão, transmissão, tração, direção e frenagem, trazendo assim maior segurança aos motoristas e passageiros. Garantir a manutenção e as condições adequadas dos diversos componentes do veículo é essencial para garantir uma maior segurança aos motoristas e passageiros - e o pneu faz parte disso.

 

Calibragem: como falamos, esse é o item essencial tanto para a boa condição de rodagem como para o menor desgaste, boa dirigibilidade e menor consumo de combustível. A pressão dos pneus deve ser verificada semanalmente para garantir as condições adequadas para circulação, o menor consumo de combustível e desgaste. O proprietário deve respeitar a calibragem indicada pelo fabricante do veículo, com os pneus frios (num posto não mais do que 2 km de sua casa) e lembrar de incluir o estepe neste processo (que deve ser calibrado com uma pressão maior: até 5 psi acima dos demais).

 

Alinhamento e o balanceamento: além de evitarem um desgaste irregular dos pneus, eles garantem a estabilidade e melhor dirigibilidade do veículo. Juntamente à calibragem, esses itens são fundamentais para a utilização segura e econômica dos pneus.

 

Rodízio de pneus: inversão das posições entre os dianteiros e os traseiros - que tem por função equalizar o desgaste e garantir uma vida longa e uniforme a eles. Deve ser realizado periodicamente, de acordo com manual do veículo, invertendo as posições entre os pneus dianteiros e os traseiros, para equalizar o desgaste e garantir uma vida longa e uniforme a eles.

 

Substituição: É importante checar regularmente a superfície dos pneus para garantir que a profundidade dos sulcos é suficiente para manter a aderência à pista – ou seja, mínimo de 1,6mm. Se for percebido algum sinal de desgaste é hora de analisar a troca por pneus novos. No caso de bolhas, rasgos ou perfurações, a substituição deve ser imediata.

 

Importância da manutenção preventiva

 

- Objetivo maior da manutenção preventiva

 

Podemos afirmar que manter o bom estado de conservação dos veículos permite obter várias vantagens. Exemplos são efetuar as entregas no tempo determinado, proprocionar maior economia, evitar gastos com imprevistos relacionados a danos na máquina, ter um caminhão que trabalhe em ótima performance e muitos outros mais.

 

Isso porque, como o próprio nome sugere, essa reparação trabalha de forma preventiva, antecipando a troca e a substituição de componentes. Dessa maneira, você evita que pequenos problemas possam se agravar e comprometer outros sistemas do caminhão, gerando a interrupção do uso. 

 

- Manutenção corretiva e preventiva 

 

Existem várias modalidades de manutenção, como é o caso da corretiva e da preventiva. A corretiva é aquela que é executada quando o problema principal já aconteceu e a preventiva o próprio nome já diz, prevenção, ou seja, se prevenir antes que aconteça. 

 

Sendo assim, a manutenção corretiva tem caráter emergencial, tendo como principal objetivo resolver os danos de equipamentos rapidamente para evitar paradas de produção, uma vez que o problema já aconteceu. Apesar de sua eficiência, muitas empresas só realizam o conserto depois que a falha já ocorreu, esquecendo da importância do investimento na manutenção preventiva para evitar as falhas. Por isso, deve ser evitada, já que demanda um maior custo de reparação.

 

Na preventiva, há a substituição de peças que já se encontram no prazo final de vida útil. Nesse caso, é feita a troca de componentes quando é apresentado o menor sinal de falha ou defeito. Ao avaliar todos os tipos, percebe-se que, no caso de frotas de caminhão, a preventiva é a mais adequada aos objetivos do negócio.

 

Entre outros pontos importantes, a manutenção preditiva busca:

 

  • Evitar paradas forçadas;

  • Aumentar a confiabilidade no maquinário;

  • Eliminar a necessidade de manutenção corretiva;

  • Maximizar o tempo disponibilidade do maquinário;

  • Potencializar a vida útil de máquinas e equipamentos;

  • Evitar necessidade de reparos ou desmontagem de equipamentos;

  • Descobrir potenciais falhas que possam interromper a produção. 

 

Com isso, se a estratégia de manutenção preventiva for aplicada com sucesso e de maneira contínua, a chance de intervenções que prejudiquem a produtividade é muito baixa e a de economizar um pouco mais, aumenta.

 

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Até a próxima!

 

 
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