Domingo, 03 de Julho de 2022
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Aqui você fica sabendo tudo sobre o Certificado de Segurança Veicular - CSV

Houve alguma modificação no seu veículo? Então você precisa saber a respeito do CSV

09/06/2022 às 11h44
Por: Redação Fonte: Redação
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Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Estamos aqui hoje com mais um assunto sobre o universo das estradas!

 

Certificado de Segurança Veicular, mais conhecido pela sigla CSV, é um tipo de laudo para protocolar no documento do veículo mudanças feitas pelo proprietário do automóvel. 

 

E é necessário em vários casos, como acidentes, alongamento de chassi, entre outros.

 

Ficou curioso? Então, bora lá saber mais?

 

Aqui você encontra:

 

Começando pelo básico: o que é CSV?

 

 

O Certificado de Segurança Veicular (CSV), também conhecido como laudo Inmetro, é uma das exigências do Detran para protocolar no documento do veículo, mudanças realizadas pelo proprietário. Ele é emitido após aprovação na inspeção de segurança veicular.

 

O CSV é obrigatório em caso de modificações no veículo tais como, alongamento de chassi, blindagem do mesmo, ou caso o veículo tenha passado por sinistro (acidentes).

 

O que diz a lei?

 

As modificações permitidas pelo Contran constam na Resolução 292/2008

 

Lá é detalhado a respeito dos procedimentos, das modificações permitidas e sob quais aspectos, como adequação às normas e orientações de circulação. 

 

Como, por exemplo, fica proibido a utilização:

 

  • De rodas/pneus que ultrapassem os limites externos dos pára-lamas do veículo;

  • A substituição do chassi ou monobloco de veículo por outro chassi ou monobloco (nos casos de modificação, furto/roubo ou sinistro de veículos, com exceção de sinistros em motocicletas e assemelhados; 

  • Dentre outras especificações. 

 

Além disso, também é considerada as condições de segurança do veículo para sua aprovação.

 

A emissão do CSV

 

O CSV é emitido pelo Inmetro, por isso, às vezes, consta os dizeres “Selo” ou “Laudo Inmetro”. Ao passar e ser aprovado pela vistoria, o veículo receberá um novo CRV, o Certificado de Registro de Veículo, contendo as novas características.

 

Mudanças recentes da CSV em veículos blindados

 

Em relação aos carros blindados, houve uma mudança da lei em 2017, estabelecida pela portaria nº 55 do Exército Brasileiro

 

Entre as principais alterações da norma, tornou-se obrigatório para os proprietários de carros blindados realizarem o Certificado de Registro, requisito que anteriormente era exigido apenas das montadoras.

 

Após realizar a blindagem, o proprietário deve levar o veículo para que seja realizada a inspeção para obter o CSV. 

 

O Detran só incluirá a nova característica ao documento do veículo, com o CSV expedido. A inspeção de um carro blindado serve para certificar que a integridade dos seus itens de segurança foi mantida após a alteração de característica, garantindo a segurança do motorista e dos passageiros.

 

Agora veja outras informações com relação ao Certificado de Segurança Veicular nos próximos tópicos!

 

Alongamento de chassi e o Certificado de Segurança Veicular (CSV)

 

Alongamento de Chassi

 

1- Afinal, o que é o número do chassi?

 

Resumindo, é um documento muito importante de um veículo que contém informações importantes, tais como ano, marca e modelo. 

 

Vale frisar que o número do chassi é a identidade de um veículo. Ele não se repete e, desde 1981, é composto por 17 caracteres, contendo números e letras. 

 

Há além da sequência alfanumérica o número de identificação do veículo (ou simplesmente VIN, sigla em inglês para Vehicle Identification Number), contendo informações como, onde e quando o veículo foi fabricado.

 

O chassi também tem um papel fundamental no auxílio de reconhecimento de fraudes. Como ele está presente em mais de uma parte do carro, geralmente no motor ou na carroceria, possibilita que autoridades policiais reconheçam documentos adulterados em caso de furto ou roubo, por exemplo. Ou que um motorista perceba que um componente original foi trocado.

 

2- Cuidados com o chassi

 

Existem alguns cuidados que podem evitar que seja necessário fazer a remarcação do chassi. Como vamos te mostrar logo abaixo:

 

  • Evite umidade no assoalho do veículo, a umidade é a maior causadora de corrosão.  Se seu carro passar por um caso de enchente, leve em um lava-rápido para fazerem o processo de limpeza e secagem de seu veículo. Ou se preferir faça você mesmo, será necessário tirar os bancos e os carpetes.

 

  • Se você mora no litoral, fique atento que as maresias causam também a oxidação do chassi.  Se começar a aparecer sinais de oxidação e ferrugem, leve a algum lugar para realizar uma nova pintura no chassi.

 

  • Sempre que puder, quando estiver limpando seu veículo procure dar uma olhada em seu chassi, esse simples hábito pode evitar a necessidade de ter o chassi remarcado e a desvalorização de seu bem.

 

3- Primeiro, o que é alongamento de chassi?

 

Como o próprio nome sugere, essa é uma alteração realizada na estrutura do caminhão, fazendo com que ele fique mais longo. Dessa forma, o veículo poderá receber um implemento para levar volumes maiores de carga.

 

No entanto, para que o serviço de alongamento de chassi seja devidamente executado, é preciso fazer intervenções além da longarina. É necessário modificar eixo cardan, suspensão e freios e fazer deslocamento ou inclusão de eixos. Portanto, é um trabalho minucioso, que requer mão de obra qualificada e ferramentas específicas.

 

Além disso, por ser uma intervenção que pode afetar profundamente o comportamento direcional e a segurança do caminhão, os órgãos de trânsito regulamentam as modificações. Portanto, o alongamento não pode ser feito de qualquer maneira. 

 

4- O que diz a lei sobre o alongamento de chassi?

 

A legislação de trânsito brasileira possui uma lei mais abrangente, que é o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Essa lei não entra em certos detalhes no caso de alongamento de chassi. No entanto, no seu art. 98, o CTB diz que nenhum proprietário poderá realizar modificações em seu veículo sem a autorização da autoridade competente.

 

Além disso, o art. 106º do CTB informa que, no caso de modificações, o veículo somente receberá o licenciamento se obter o certificado de segurança emitido por instituição de metrologia credenciada conforme normas elaboradas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Pela interpretação desses artigos, entende-se que é possível realizar modificações no veículo, desde que devidamente aprovadas pela autoridade competente e vistoriadas por instituição habilitada.

 

Mas como saber qual é a autoridade que poderá autorizar o alongamento de chassi? E que instituição deverá aprovar as modificações? Lá no artigo 106º do CTB diz que: normas elaboradas pelo Contran, que é o órgão responsável por regulamentar as regras abrangentes do Código de Trânsito.

 

Nesse caso, a norma em questão é a Resolução nº 292 do Contran, de 29 de agosto de 2008. Nela, consta um anexo com todas as modificações veiculares permitidas. Dentre os pontos elencados, está o alongamento do chassi, bem como seu rebaixamento ou encurtamento, com ou sem alteração de entre-eixos, de modo a propiciar a inclusão de carroçaria.

 

Nesse caso específico de alteração no tamanho do chassi, a norma exige que a fabricante da carroceria seja cadastrada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e que seja emitido o Certificado de Segurança Veicular. 

 

No mais, é importante seguir o restante das regras da Resolução nº 292. Para o alongamento de chassi, os trechos importantes da norma são dois:

 

  • O artigo 3°, que exige que a autorização para a modificação veicular deve ser emitida pela autoridade responsável pelo registro e licenciamento. Dessa forma, fica estabelecido que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da região onde está ou será emplacado o veículo, é a entidade que deverá autorizar o alongamento de chassi;

 

  • O artigo 4°, que estabelece que o CSV será emitido conforme parâmetros estabelecidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e por instituição licenciada pelo Denatran. Além disso, menciona que o número do CSV e as modificações realizadas deverão constar no Certificado de Registro do Veículo (CRV) e no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) do caminhão modificado.

 

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Até a próxima!

 

 
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