Segunda, 08 de Agosto de 2022
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Motorista sem experiência: saiba dicas e o que fazer para conseguir trabalho

Pesquisa mostra que o mercado está com defasagem de profissionais na área. Esta é a sua brecha!

25/06/2022 às 15h00 Atualizada em 08/08/2022 às 10h07
Por: Redação Fonte: Redação
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Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Estamos aqui hoje com mais um assunto sobre o universo das estradas!

 

Nós sabemos que procurar emprego não está nada fácil, não é verdade? A crise econômica que estamos vivendo já há algum tempo, não permite que muitas pessoas tenham acesso a um trabalho.

 

E foi pensando nisso que resolvemos fazer alguns artigos bem completos e didáticos para que você saiba encontrar o seu tão sonhado serviço!

 

Ficou curioso? Então, bora lá saber mais?

 

 

Aaah!

 

Antes que esqueçamos, o portal On Truck conta com uma editoria que diariamente atualiza sobre vagas para motoristas profissionais de todo o país. Se você quer saber mais, CLIQUE AQUI.

 

Além disso, você pode ficar por dentro, tanto de notícias quanto de vagas, em nosso grupo do WhatsApp! Para entrar basta CLICAR AQUI ou pelo Tegram CLICANDO AQUI. Além de poder nos seguir pelas redes sociais Facebook, Instagram e LinkedIn.

 

Aqui você encontra:

 

 

MÓDULO I - PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS



TÓPICO 1 - Panorama sobre a realidade do mercado de motorista no Brasil

 

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), a grande maioria das empresas de transporte rodoviário de cargas de São Paulo e região já tem dificuldade para encontrar motoristas qualificados para suprir suas vagas.

 

O IPTC destaca que 81% das empresas já percebem essa falta crítica, e ressalta que 34% delas enfrentam grande rotatividade de profissionais.

 

A pesquisa também mostra que as frotas de 38% das empresas têm caminhões parados por falta de profissionais.

 

O IPTC tem levantado dados relevantes sobre o transporte rodoviário, e pesquisas recentes mostram que o cenário nacional do transporte deve passar a enfrentar, cada vez mais, uma escassez de motoristas.

 

Isso se deve à uma considerável redução do número de emissão de carteiras de habilitação profissionais, nas categorias C, D e E, além da falta de interesse dos jovens em ingressar na profissão.

 

De acordo com o IPTC, o número de habilitações categoria C caiu 18,97% entre 2015 e 2019, representando uma redução de mais de 1 milhão de motoristas.

 

TÓPICO 2 - Dicas para motoristas sem experiência

 

Como você viu no tópico anterior, o mercado de motorista profissional dos pesadões está com defasagem de profissionais capacitados, sendo uma brecha para os interessados em ingressar na área.

 

Um das primeiras dicas que nós te damos é estar preparado, fazer todos os cursos que precisa no SEST/SENAT principalmente, para em seguida, tirar a carteira para a atividade que deseja, mesmo que não consiga trabalhar inicialmente como um motorista de carreta, por exemplo, mas já tendo a habilitação facilitará bastante para quando necessitar.

 

Os treinamentos ajudam muito. Outra dica é ser uma pessoa responsável com suas atividades. Siga sempre de forma correta, pois isso passa confiança para as pessoas e elas saberão reconhecer e indicar-te para os serviços.

 

Mais uma dica é esteja no meio, troque ideias com quem já atua, faça seu “network”, pois isso ampliará suas oportunidades, mesmo quando estiver bebendo um café, busque sempre conversar com as pessoas que já trabalham.

 

Agora vamos te mostrar sobre as CNHs, cursos, provas e documentos necessários!

 

MÓDULO II - DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA



TÓPICO 1 - Sobre a CNHs

 

1 - O que posso dirigir em cada categoria da CNH?

 

No Brasil, são cinco as categorias presentes na Carteira Nacional de Habilitação:

 

CNH A: veículo em duas ou três rodas, com ou sem carro lateral, com mais que 50 de cilindrada;

 

 

CNH B: veículos de quatro rodas, com até 3,5 toneladas de peso bruto total e capacidade para até oito passageiros, além do motorista. Ainda é permitido acoplar reboques e semirreboques, desde que não ultrapasse o peso ou lotação máximos.

 

 

 

CNH C: automóveis da categoria B, e também os veículos de carga, com mais de 3,5 toneladas de peso bruto total, como caminhões, tratores, máquinas agrícolas e de movimentação de carga;

 

 

CNH D: veículos para o transporte de passageiros que acomodam mais de 8 passageiros, como ônibus, micro-ônibus, vans e todos os outros veículos permitidos nas categorias B e C;

 

 

CNH E: conduzir todos os veículos pertencentes às CNHs B, C e D, assim como aqueles com unidades acopladas que excedam seis toneladas: carretas, caminhões com reboques e semirreboques articulados.

 

TÓPICO 2 - Exame toxicológico

 

1- O que é, para que serve e tipos de exames toxicológicos

 

Grosso modo, o exame toxicológico nada mais é do que um exame laboratorial para detectar se a pessoa usou ou esteve exposta a algum tipo de substância tóxica, no período entre 90 e 180 dias. Tornou-se obrigatório após a publicação da Lei 13.103/2015, a Lei do Caminhoneiro, em 2016.

 

Este exame é para quem quer a obtenção, alteração e renovação da CNH e a cada 2 anos e 6 meses (segundo a nova lei federal nº 14.071/20, que institui o Toxicológico Periódico), realizado apenas nos laboratórios autorizados pelo Detran de cada região.

 

“O exame toxicológico serve para todos os tipos de CNH?”, você se pergunta.

 

A resposta é não. O exame é direcionado apenas para as categorias de CNH C, D e E. Aliás, ele é indicado principalmente como requisito para admissão a motoristas de caminhão e ônibus, por exemplo, como comprovação de que o profissional não representa risco nas estradas. Da mesma forma, é indicado para comprovar a demissão por justa causa.

 

Também pode ser pedido em alguns concursos públicos, em casos judiciais e no hospital quando há suspeita de envenenamento por substâncias tóxicas ou medicamentos, além de poder ser realizado em caso de overdose para que se saiba qual foi a substância responsável.

 

“E o tal de Toxicológico Periódico, o que é?”

 

Chamado de exame toxicológico de larga janela, o procedimento detecta o uso regular de drogas pelo prazo mínimo de 90 dias anteriores à data da coleta da amostra. Pode ser feito com pelos ou fios de cabelo.

 

2- Como é feito e como se preparar para o exame

 

O exame toxicológico é realizado a partir da coleta de uma pequena amostra de cabelos e pelos. Após a coletagem, é analisada uma fina mecha de cabelo, com uma espessura mais ou menos de uma caneta.  O coletor deve cortar o belo próximo à raiz.

 

Em casos especiais o exame toxicológico pode ser feito através da análise da amostra de unha. Este tipo de procedimento, entretanto, é realizado somente quando é impossível coletar qualquer outro tipo de material por consequência genética ou de enfermidade.

 

O exame toxicológico é chamado de “larga janela” porque detecta o uso de substâncias psicoativas (drogas) em um período de 90 dias antes da realização do teste. Para saber detalhadamente como fazer o exame toxicológico, confira o passo a passo de como é feito o exame toxicológico.

 

“O que eu devo saber para me preparar para o exame toxicológico?”

 

O exame toxicológico não exige nenhuma preparação prévia. É muito simples! Nem mesmo produtos como gel, xampu, condicionador e tintura não interferem no resultado. Mesmo assim, é recomendado que o cabelo não esteja molhado e nem úmido no momento da coleta.

 

3- Qual o preço do exame toxicológico? Tem gratuito?

 

O valor deste exame varia de região, estado ou cidade de onde vocês estiver. Porém, dá para ter uma média entre R$ 120 e R$ 400.

 

Muita gente quer saber também: tem como fazer gratuitamente o exame toxicológico?

 

Com tudo indo fora de controle nos preços, as coisas ficam cada vez mais difíceis para todo mundo, não é verdade? Ainda mais se falamos de motoristas autônomos que precisam arcar com todos os custos referente ao seu trabalho. Por isso, a pergunta que fica é: existe a possibilidade do exame toxicológico ser gratuito?

 

A resposta é não! Vamos explicar...

 

Primeiro, como já falado, os exames toxicológicos são feitos por um laboratório credenciado ao Detran. Sendo assim, não é feito por um órgão público, portanto, não é oferecido gratuitamente e nem por um preço simbólico.

 

Outro fator é que, para que haja isenção de taxa do exame toxicológico, é preciso que haja alguma lei exemplificando isso. Como geralmente o teste é feito por pessoas que trabalham como motoristas e têm renda, entende-se que não há a imposição da gratuidade.

 

Uma dica que podemos falar para você é fazer uma pesquisa de preços e descontos pelos laboratórios da região de onde você estiver (observando sempre se é credenciado pelo Detran, claro). Assim você pode encontrar preços mais acessíveis que caibam dentro do seu orçamento. Olhe sempre o prazo de entrega do exame, hein! Para que não atrapalhe no seu trabalho.

 

TÓPICO 3 - Registro ANTT 

 

1- O que é o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários e para quê isso serve

 

O Registro Nacional de Transportadores Rodoviários, mais conhecido pela sigla RNTRC, é uma espécie de documento emitido pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) — autarquia responsável pela regulação das atividades de exploração da infraestrutura ferroviária e rodoviária federal e de prestação de serviços de transporte terrestre. Ter cadastro na ANTT traz de certa forma segurança a quem contrata os prestadores de serviços.

 

O RNTRC é obrigatório para qualquer transporte remunerado de mercadorias no Brasil, sendo empregado de uma empresa ou transportador autônomo, é indispensável essa declaração. Este registro serve para que a ANTT fique com dados de transportadores sujeitos à sua fiscalização. Também ajuda com levantamentos referentes à frotas de caminhões, empresas de transportes e trabalhadores autônomos.

 

Você deve se perguntar: “Além de ter mais uma preocupação com mais uma burocracia, eu vou ter algum benefício com o RNTRC?”. Nós te respondemos: SIM!! Além de estar com a cabeça tranquila por estar trabalhando devidamente regulamentado, veja outros benefícios:

 

  • Formalização e organização da atividade remunerada de transporte rodoviário de cargas;

  • Fiscalização mais precisa do exercício dessa atividade no país;

  • Maior entendimento a respeito de como funciona esse mercado, o que inclui mensuração de oferta, demanda, concorrência, trajetos mais utilizados, áreas de atuação, idade média desses trabalhadores e até composição da frota;

  • Redução do número de atravessadores — profissionais não credenciados que vendem serviços por um preço muito abaixo do praticado, desvalorizando a classe;

  • Maior segurança também para aqueles que contratam os transportadores.

 

2- Quem é obrigado a ter registro no RNTRC

 

O RNTRC tem variações de acordo com o modelo de transportadora ou de operador, sendo eles:

 

TAC (Transportador Autônomo de Carga): O cadastro no RNTRC é obrigatório para todo e qualquer categoria de autônomo. Da mesma forma isso inclui os pequenos transportadores que utilizam veículos leves ou Veículo Urbano de Carga (VUCs), além de caminhoneiros que percorrem grandes distâncias;

 

ETC (Empresas de Transporte de Cargas): para toda e qualquer empresa que use veículos de transporte de bens e mercadorias, ao passo que esteja usando frota própria ou terceirizada;

 

CTC (Cooperativa de Transporte de Cargas): cooperativas e uniões de operadores que trabalham no setor de transporte. Nesse caso, o registro é realizado em nome da cooperativa, contudo não sendo necessário que cada cooperado faça um registro particular.

 

3- Como emitir o RNTRC

 

“Tá legal! Mas onde eu consigo obter essa certificação?”, você se questiona. 

 

Tem duas formas de emitir o RNTRC: a primeira é ir, presencialmente, a um posto credenciado pela ANTT distribuído pelo país e a outra é emitindo digitalmente pela internet (mas esse tópico nós vamos explicar mais adiante).

 

4- Veja as etapas para o cadastramento presencial do RNTRC:

 

  • O interessado deve ir a um dos pontos de atendimento, registrar os dados necessários para o cadastramento do próprio transportador e de sua frota;

  • Receberá um adesivo para identificação visual do cadastramento.

 

Porém, a certificação digital pode ter os seus dias contados. Isso porque é feita por meio de sindicatos que acabam cobrando um valor (não tabelado) para executar o serviço. Daí, com a pandemia causada pelo novo coronavírus, a ANTT implementou a certificação digital, totalmente gratuita. Veja no próximo tópico!

 

5- O certificado digital

 

Antes de mais nada, desde o ano passado, a ANTT flexibilizou uma série de prazos em relação às obrigações regulatórias para o transporte rodoviário de cargas. Essas medidas foram tomadas para enfrentar o estado de calamidade pública devido ao COVID-19 e constam na Resolução ANTT 5.879/2020.

 

Nisso, desde abril do ano passado, a ANTT informou que disponibilizaria o RNTRC pela internet. Assim, a primeira mudança foi um tipo de cadastro mais simples e com menos burocracia, melhorando a eficiência no setor de transportes em relação à documentação.

 

A grande vantagem é que os transportadores já podem se cadastrar, recadastrar e fazer a gestão de frota perante a ANTT 100% online. Qualquer transportador tem acesso ao RNTRC digital, com as informações em forma rápida e segura, totalmente online.

 

6- Como tirar o RNTRC Digital?

 

Veja o passo a passo para obter o RNTRC Digital:

 

1- Acesse o portal do Governo Federal (CLICANDO AQUI

2- Faça login ou crie sua conta;

3- Acesse o sistema RNTRC Digital: vá ao Sistema RNTRC Digital;

4- Preencha os campos exigidos: identificação do responsável, habilitação do transportador, endereço, telefone de contato e dados do veículo.

 

7- Registro ANTT é obrigatório

 

Essa é uma pergunta que gera certa confusão aos profissionais de transporte de carga própria. Por exemplo, uma loja de móveis que tem um caminhão usado para levar mercadorias ao endereço dos clientes, deve ou não ter o RNTRC?

 

Segundo a ANTT, veículos utilizados para transporte de carga própria não precisam ter o registro RNTRC. Afinal, não há remuneração pelo serviço de transporte, e sim pelo produto vendido. Nesse caso, para evitar uma eventual autuação, basta que a nota fiscal sempre acompanhe a carga e que no campo emitente ou destinatário esteja o nome da empresa proprietária do veículo.

 

MÓDULO III - CURRÍCULO, PROVAS, ETC



TÓPICO 1 - Currículo de um motorista profissional

 

A profissão de motorista é ampla e oferece diversos postos de trabalho. A atuação desse cargo pode ser como motorista de ônibus, motorista de ambulância, motorista Truck (ou caminhão), motorista de carros particulares e entre outros.

 

As empresas, sejam públicas ou particulares, também oferecem vagas para a área. Em sua maioria, os profissionais ficam encarregados de levar produtos em determinados locais.

 

Além de todas as experiências profissionais, a categoria da carteira de motorista é outra importante informação que deve ser inserida no currículo. Por isso, para destacar o documento, é preciso indicar:

 

  • Experiência em ordem cronológica; 

  • Certificações;

  • Objetivo da vaga; 

  • Cursos e os seus níveis;

  • Informática;

  • Atividades extracurriculares.

 

É cada vez mais importante que os profissionais elaborem um currículo voltado para o seu segmento e que saliente características que o torne mais atrativo.

 

TÓPICO 2 - Curso MOPP 

 

1- O que é o curso MOPP e sua importância

 

Este curso tem por finalidade aperfeiçoar, qualificar, atualizar e habilitar os condutores a transportarem, em veículos pesados, produtos considerados de risco à saúde das pessoas ou ao meio ambiente. Para além de ser requisito legal, o curso MOPP também é uma demanda profissional.

 

O mercado de trabalho está em constante mudança. As empresas buscam um profissional que esteja atento e atualizado. O diferencial é ter o curso MOPP na CNH para garantir a inserção em um emprego novo ou buscar destaque na empresa em que trabalha.

 

2- O que são cargas perigosas

 

Imagine você estar carregando um produto radioativo, altamente contaminante, sem nem saber do que se trata e o perigo que isso pode causar. Imaginou? A pessoa sem instrução e conhecimento não vai ter a responsabilidade, nem consigo e nem com os outros, se porventura houver um imprevisto. Assim, fará o descarte de qualquer forma e em qualquer lugar.

 

Na década de 1980, houve um caso mais ou menos assim em Goiânia (GO). O fato foi o seguinte: um produto de um aparelho radioterápico de uma clínica abandonada estava em um local abandonado, no meio do centro da cidade da capital goiana . Contendo um metal radioativo, o césio-137, foi encontrado por dois catadores de materiais recicláveis que depois venderam para um dono de ferro-velho. Após isso, centenas de pessoas morreram e outras tantas sobreviveram com várias sequelas, no que hoje é conhecido como o maior acidente radioativo do Brasil. 

 

Depois disso, o Brasil -- que tinha uma legislação quase primitiva -- passou a ter mais rigor, exigindo normas de armazenagem e capacitação de profissionais que manipulam objetos cautelosos, como o césio-137. Isso culminou na condição dos motoristas terem o curso MOPP na CNH para transportar, manusear e descartar esses materiais.

 

Isso tudo para mostrar que carregar materiais altamente perigosos exigem responsabilidades. Imagine se o césio-137 tivesse sido descartado no lugar certo e próprio por uma pessoa capacitada? A história seria outra, concorda? Mas, afinal... o que é considerado uma carga perigosa? Veja abaixo uma classificação sobre quais mercadorias são consideradas perigosas, tendo como referência a Organização das Nações Unidas (ONU):

 

  • Explosivos: produzem calor e gases, como azida de chumbo, fulminato de mercúrio, pólvora e nitroglicerina;

  • Gases: espalham com facilidade no ar, como é a amônia, o cloro, o cianeto de potássio e o gás de cozinha;

  • Líquidos inflamáveis: álcool, gasolina e óleo diesel;

  • Sólidos inflamáveis: em transporte se tornam inflamáveis por causa de atrito ou calor, como celulóide, enxofre, magnésio metálico, etc;

  • Produtos oxidantes e peróxidos orgânicos: liberam oxigênio e são capazes de causar incêndios, como peróxidos de hidrogênio, de oxigênio, de butila e de benzoíla;

  • Substâncias tóxicas e infectantes: pesticidas e lixos hospitalares;

  • Materiais radioativos: usados no setor industrial e hospitalar, liberam muita energia em forma de radiação, como césio-137, Cobalto 60 e Urânio 235;

  • Corrosivos: líquida ou sólida, mais comuns são ácido sulfúrico, ácido clorídrico e hidróxido de sódio;

  • Artigos perigosos diversos: produtos que não se enquadram nos itens anteriores, mas que apresentam riscos durante o transporte, como baterias de lítio, dióxido de carbono sólido e óleos combustíveis.

 

O motorista responsável terá que ter um documento no veículo que fale sobre o produto transportado. Precisa-se estar detalhado informações como carga, classificação e risco oferecido.

 

3- Para quem serve o curso MOPP?

 

Se você é motorista de veículos pesados, trabalha em uma empresa e busca ampliar seus atributos para ter destaque corporativo, o curso MOPP é perfeito para você incluir no currículo. Ou, se você quer recolocação no mercado de trabalho e almeja chamar atenção dos recrutadores, então, o curso MOPP também é perfeito para você! Saiba abaixo o que é necessário para obter a certificação:

 

  • Ter mais de 21 anos;

  • CNH nas categorias B, C, D ou E;

  • Não estar em processo de cassação da carteira ou cumprimento de pena;

  • Não ter infrações de trânsito graves ou gravíssimas nos últimos 12 meses.

 

A validade do curso é de 5 anos e, após o prazo, terá que renovar. Também é importante saber que, quando for fazer a revalidação, precisa combinar com o prazo dos exames de sanidade mental e física do condutor proprietário da CNH.

 

4- O curso MOPP e como funciona

 

Implementado em 1985 pelo Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai), a formação visa preparar, objetivamente, o motorista a operar e trafegar produtos de risco. É uma forma de regulamentar a carga com materiais de tais classificações. Importante ressaltar que a formação é regida pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), de acordo com a lei 96.044/88.

 

O condutor terá consciência da carga que está transportando e do perigo de contaminar o meio ambiente, provocar incêndios ou colocar a vida de pessoas em risco. O curso MOPP tem duração entre 40 e 60 horas de aula. O aluno terá acesso a teorias e práticas sobre legislação de trânsito, movimentação de produtos perigosos, direção defensiva, primeiros socorros, meio ambiente e cidadania.

 

No curso, o inscrito terá preparo para lidar com situações inesperadas, como eventuais acidentes e vazamentos de produtos. Também haverá exemplos práticos com experiências químicas, para demonstrar que certos produtos são incompatíveis e não podem estar na mesma carga.

 

5- Onde fazer e quanto custa o curso MOPP 

 

O curso MOPP é um treinamento que vai além de ensinamentos de incêndio e acidentes. Os conteúdos contemplam situações do dia a dia dos motoristas. O MOPP é ofertado pelo Serviço do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT). Os interessados devem procurar uma unidade próxima em qualquer época do ano e fazer a matrícula. 

 

Para os trabalhadores do setor de transporte, o curso é gratuito. Já aqueles que não exercem a função de maneira profissional, o treinamento tem o valor de R$ 300. A reciclagem fica no valor de R$ 150. Em qualquer tipo de aprendizagem, os interessados precisam arcar com os materiais didáticos. 

 

Fora o SEST/SENAT, outras escolas de treinamento também ofertam esse tipo de curso. Mas é aconselhado pesquisar se tal instituição é credenciada no Detran do estado.

 

6- As vantagens de ter o curso MOPP

 

Como falado no início, para quem está desempregado, é um atributo a mais de destaque aos recrutadores. Já para quem está empregado, é um atrativo para uma nova posição na empresa. De qualquer forma, a questão da valorização do salário é notável: estima-se que um condutor habilitado ganhe entre R$1,8 mil e R$ 2,2 mil.

 

Outro ponto é que haja rápida contratação por empresas do setor de transporte aos que buscam recolocação no mercado, pois a demanda por um profissional habilitado com o curso MOPP é alta em comparação com a defasagem de pessoas capacitadas.

 

TÓPICO 3 - Transporte de Cargas Indivisíveis

 

Primeiro de tudo: você sabe o que é um transporte de carga indivisível? Considera-se cargas indivisíveis aquelas que são transportadas inteiras, ou seja, que não podem ser divididas, como tratores, transformadores, toras de madeira, guindastes, contêineres, etc. O SEST SENAT oferece esse curso, porém de forma presencial

 

A carga horária é de 50 horas/aula e, para quem já tem o curso, precisa fazer só 15 horas/aula. Os alunos aprenderam noções de Legislação de Trânsito e Legislação Específica, Primeiros Socorros, Meio Ambiente e Prevenção de Incêndios, Direção Defensiva e Movimentação de Cargas. 

 

TÓPICO 4 - Transporte de cargas vivas

 

Antes de explicarmos sobre este curso, é bom sabermos o que é cargas vivas, não é mesmo? Transporte de cargas vivas nada mais é do que transportar animais. Para isso, é necessário, além do curso, saber toda uma regra para locomover os bichos nos veículos de forma adequada, adaptando para dar conforto e segurança aos animais. 

 

Este tipo de qualificação há apenas de forma paga, ou seja, não há cursos de Transporte de Cargas Vivas gratuito. Outro ponto a ser observado é o de não haver disponibilidade de encontrá-lo em todas as regiões, por isso, é necessário procurar nas unidades de formação aos motoristas do seu estado. 

 

Observação importante! Os cursos especializados acima têm validade de cinco anos. Após esse período, os condutores devem frequentar cursos de atualização Se, no momento da renovação da CNH, o motorista não apresentar certificado de atualização do curso, a informação será retirada do documento. Fique atento!

 

TÓPICO 5 - Administração de frete e finanças

 

Aprender a calcular o valor da venda de um produto ou serviço pode ajudar no resultado do lucro no final do mês. Para isso, é necessário analisar os custos operacionais do transporte de cargas e, assim, ajudar a reduzir as despesas e aumentar o rendimento. Tá precisando saber administrar melhor o seu serviço? Veja alguns cursos para administração de frete e finanças que o Portal On Truck separou para você:

 

  • Precificação no transporte rodoviário de cargas: O processo de precificação consiste em calcular qual será o valor da venda de um produto ou serviço. No transporte o desafio é ainda maior, já que há vários fatores que impactam no preço do serviço. Então se você quer aprender as principais estratégias para ter mais sucesso em seus resultados, esse curso é voltado para você! No site do SEST SENAT ele é oferecido gratuitamente.

 

  • Cursos operacionais do transporte de cargas: quer saber como estruturar e analisar os custos operacionais do transporte de cargas? Faça este curso! Com ele, você vai perceber o aumento da eficiência e da redução de custos.

 

  • Administração do frete: aprender sobre a administração de frete pode ajudar na qualidade, eficiência e lucratividade; além de ser um bom atrativo a quem busca ter um cargo importante na empresa em que trabalha.

 

  • Cálculo do frete: calcular o valor do frete vai ajudar a promover a sustentabilidade do negócio. Além disso, você vai aprender a considerar custos fixos e variáveis, a definição de lucro e outros elementos da organização financeira, a fim de oferecer o melhor preço ao cliente.

 

TÓPICO 6 - Manutenção, direção segura e tecnologia

 

Saber fazer manutenção de veículos com tecnologias mais recentes garante uma segurança a mais nas viagens pelas estradas, concorda? Pensando nisso, veja os cursos que proporcionam conhecimento sobre isso e que, no fim, fazem toda a diferença! 

 

  • Manutenção preventiva de veículos: esse curso aborda tópicos como o condutor de veículos profissional deve conservar o veículo, segurança na viagem, durabilidade do motor e a economia.

 

  • Curso de gestão de combustível: aqui você vai ter orientações de quais são as melhores práticas de direção para ter mais eficiência e reduzir, assim, o consumo de combustível e as emissões de poluentes. 

 

  • Gestão de pneus: você vai aprender como escolher o pneu adequado para o seu veículo, com conceitos de qualidade, marca e verificação de pneus usados. 

 

  • Tecnologias para o setor de transporte: com um mundo mais tecnológico, é importante estar atento nas principais evoluções. Nisso, para o setor de transporte, esse fator é primordial. E nesse curso, o motorista aprende como as tecnologias contribuem para a economia e a redução de poluentes emitidos pelos veículos, aumentando assim a segurança e o seu conforto.

 

TÓPICO 7 - Cursos para oferecer serviços de qualidade

 

A qualidade nos serviços é algo que conta bastante. Você sabe como se portar com o cliente, por exemplo? A qualidade de atendimento destacamos vários itens interessantes, que vão desde o cuidado com a carga do seu cliente aos locais de entrega, até formas de se comunicar. 

 

 

  • Gestão do nível logístico: você vai saber os cuidados com o veículo e como gerir o serviço logístico e, principalmente, a qualidade no transporte de cargas.

 

  • Qualidade no atendimento: que tal aprender posturas que proporcionem ao cliente uma experiência de bem-estar e satisfação? Esse curso é voltado para quem tem interesse nesse quesito.

 

 

TÓPICO 8 - Processo seletivo e as entrevistas

 

As empresas elaboram um processo seletivo para contratar motoristas, definido um perfil específico para cada vaga. Algo como características do cargo em detalhes e todas as suas exigências devem estar definidos, a fim de evitar desgastes com contratações equivocadas ou, até mesmo, atrair profissionais que não atendem as demandas da empresa.

 

Durante a seleção, o contato presencial é o momento em que a empresa conhece melhor o candidato, analisando seu comportamento, seja físico ou profissional, por exemplo. Veja alguns temas mais usados na hora de uma seleção:

 

  • História de vida e rotina;

  • O que faz para relaxar;

  • Vivências no trabalho;

  • Por que gosta de dirigir caminhões e outros veículos;

  • Por quanto tempo trabalha com isso;

  • Dificuldades e pontos fortes, entre outras.

 

Esse contato presencial é fundamental para explorar melhor os temas relacionados ao cargo e ver um pouco, na prática, como é a personalidade da pessoa e suas características mais marcantes.

 

TÓPICO 9 - Passou na entrevista e agora?

 

Não é porque você passou na entrevista que agora irá se descuidar na aparência e não vai mais se capacitar. 

 

Pelo contrário!!

 

Busque sempre melhorar.  Os veículos estão cada vez mais modernos e complexos, assim embarcadores e clientes buscam pessoas preparadas, qualificadas e atualizadas com a tecnologia e que sejam capazes de interagir com os clientes da empresa para a qual trabalha e ter um bom relacionamento interpessoal. 

 

TÓPICO 10 - Aparência também é um requisito 

 

Recrutadores aconselham que, além disso, é essencial ter comprometimento com o trabalho que vai executar. Muitas vezes, a sensação é de que o cargo de motorista é coisa passada.  

 

Saiba mais como anunciar no Portal no vídeo abaixo:

 

 

 

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Até a próxima!

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