Quarta, 17 de Agosto de 2022
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Roubo de caminhões e cargas: um manual de sobrevivência

Saiba os modelos, cargas e horários mais visados por criminosos e evite passar por isso

04/07/2022 às 15h51 Atualizada em 04/07/2022 às 16h17
Por: André Baioff Fonte: Redação
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Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Infelizmente, quem é das estradas sabe que roubos e assaltos são algo recorrente . Mas, engana-se quem pensa que o interesse dos criminosos é o veículo. Eles também se interessam pelas mercadorias que os motoristas trabalhadores estão entregando.

 

Aqui, neste artigo, nós vamos abordar sobre quais veículos são mais roubados, os tipos de mercadorias e os horários mais recorrentes. 

 

 

Assim, você pode evitar esse problema e se prevenir!

 

Bora lá conversar mais?

 

Aqui você encontra:

 

Os veículos mais roubados

 

Os bandidos não estão de brincadeira! Eles costumam ter interesse por certos tipos de veículos. Por isso, listamos aqui quais são eles, acompanhe: 

 

Hyundai HR: um modelo compacto de caminhão, com baixo investimento e boa capacidade de carga . Devido ao seu tamanho, é um veículo mais fácil de conduzir e, também, de furtar. Além disso, também indica o transporte de cargas menores, o que pode facilitar a ação do roubo.

 

Ford Cargo: este e suas variações são alvos bem comuns para assaltantes, pois sua capacidade de carga implica em espólios maiores. Se você estiver em uma estrada vazia, fique sabendo que será um alvo fácil. Por isso, o cuidado com esses veículos de porte maior é bem importante.

 

Mercedes Benz Axor: bem conhecido entre os caminhoneiros e empresas de transporte, o que o leva a aparecer com muito mais frequência nas listas de roubos. Essa pode ser apenas uma coincidência, mas significa que este caminhão será bem reconhecido como transportador de carga em caso de roubo.

 

5 tipos de cargas mais roubadas nas estradas

 

Além do caminhoneiro estar no batente, correndo atrás do seu trabalho, existem criminosos que roubam a mercadoria da sua entrega. Veja quais são as mais visadas:

 

1- Eletrônicos: tais itens têm valor altíssimo quando revendidos ilegalmente, uma vez que os preços nas lojas legalizadas são bem mais elevados . E aí, muitos bandidos vão diretamente em produtos como TVs, computadores, videogames, eletrodomésticos, aparelhos de som, por exemplo.

 

2- Alimentícios: alimentos também são produtos bem comuns em roubos, pois são transportados com bastante regularidade . Isso significa que muitos criminosos podem buscá-los com alguma previsibilidade. Além disso, também é o tipo de mercadoria que possui alta demanda, tanto legalmente quanto ilegalmente.

 

3- Autopeças: como também são produtos de alto valor que podem ser vendidos rapidamente. Caso você transporte esse tipo de carga, é provável que o contratante tenha algum método de proteção para essas mercadorias. Em alguns casos, pode ser necessário adicionar seus próprios serviços de segurança para se proteger.

 

4- Farmacêuticos: remédios costumam ser vendidos apenas sob prescrição médica, o que aumenta seu custo. Não são tão comuns quanto os anteriores, e é mais provável que sejam pegos em um furto que em um assalto direto, o que diminui o risco para o motorista. Ainda assim é algo a se preocupar.

 

5- Cigarros: são alvos comuns de roubo e furto, mas por serem mercadorias menores que podem ser facilmente distribuídas. Felizmente, também são mais fáceis de esconder em diversos compartimentos, preservando, ao menos, uma parte dos produtos transportados em cada viagem.

 

Horários com mais roubos

 

Em São Paulo, o estado que tem mais movimentação de cargas e entregas, a maioria dos roubos de caminhões ocorre pela manhã. Segundo dados do Grupo Tracker, são cerca de 51% das ocorrências, incluindo também os furtos

 

O estudo foi feito pela empresa do setor de rastreamento utilizando dados do primeiro semestre de 2021. Assim, a base de cálculo foram os 2.338 casos de furto e roubos de caminhões e implementos registrados por seus clientes.

 

Embora os números não reflitam necessariamente o que acontece no mercado como um todo, indicam os períodos de maior risco.  Assim, o motorista deve redobrar a atenção pela manhã. 

 

De acordo com o levantamento, os modelos mais visados pelos bandidos são da Mercedes-Benz, Scania e Volvo, nessa ordem. Atego, Accelo e Axor são os mais roubados e furtados da marca alemã. Da Scania, os preferidos são o R440 e o G420. FH 460 e FH 540 são os mais visados da Volvo.

 

Dicas para evitar roubos de veículos

 

1. Treine os motoristas 

Treinar os motoristas é orientá-los quanto às atitudes preventivas que devem ser tomadas para diminuir as chances de roubo da carga. Algumas dicas importantes que podem ser passadas para os motoristas são:

 

  • Se atentar ao perigo de falsas blitz;

  • Não falar com pessoas estranhas sobre a carga que está carregando ou o trajeto de entrega;

  • Se manter vigilante caso algum veículo aparente seguir o caminhão;

  • Comunicar à polícia rodoviária se perceber atitudes suspeitas.

 

2. Trabalhe com rotas variadas

Um alvo que segue sempre o mesmo trajeto é mais vulnerável do que aquele que pratica alternância. Assim também acontece nos assaltos nas estradas.

 

Depois que as quadrilhas conseguem analisar a frequência de rota de caminhões específicos, fica muito mais fácil à ação de abordagem. Dessa forma, é de suma importância realizar um planejamento detalhado para alternar as rotas e as datas para cargas específicas.

 

3. Diminua o tempo de carga em repouso

Além de alternar os locais de descanso, é preciso trabalhar para que o tempo em repouso da carga seja menor. Nesse contexto, é importante que todos os motoristas tenham em mente que uma carga em repouso é também uma carga de risco.

 

Isso acontece porque, nas paradas, os caminhões não estão em movimento e, normalmente, não há ninguém vigiando a mercadoria transportada. Furtos de cargas nesse cenário são muito comuns.

 

4. Dê preferência ao transporte diurno

Grande parte do roubo de cargas acontece durante a noite, quando a visibilidade é menor, o trânsito nas estradas não é tão intenso e os motoristas já estão mais cansados. Sendo assim, é importante que se dê preferência ao transporte diurno.

 

Trabalhar com comboios de caminhões também é uma alternativa para a prevenção, ainda que escureça, uma quantidade maior de caminhões dificulta a ação de criminosos.

 

5. Adote um programa de gerenciamento de riscos

O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é um conceito de gestão organizacional que tem como objetivo monitorar, prevenir e reduzir os riscos relacionados aos trabalhos desenvolvidos pelas organizações.

 

De modo geral, o PGR trabalha para auxiliar as empresas de transporte e distribuição a seguir medidas preventivas relacionadas à segurança dos seus motoristas e cargas.

 

Com base em dados e informações fornecidos por órgãos públicos e associações relacionadas ao setor, o programa define estratégias e dicas para aperfeiçoar as medidas contra os assaltos nas estradas, pontos de parada e nos locais de entrega de mercadorias.

 

Contudo, vale ressaltar que o PGR precisa de programas automatizados para ser eficaz no gerenciamento das rotas e caminhões.

 

6. Invista em automação

Como citado no tópico anterior, a automação é essencial para que estratégias de gerenciamento funcionem corretamente.

 

Com aparelhos automatizados que funcionam por meio de satélites, é possível repassar dados constantes sobre a localização dos caminhões, condições das estradas e anormalidades que estejam ocorrendo no trajeto.

 

Uma empresa de logística, atualmente, não consegue desenvolver um trabalho com excelência sem o auxílio da tecnologia. Os softwares disponibilizados no mercado otimizam atividades que vão desde o controle de estoque até o acompanhamento de cargas.

 

Todos os dados recolhidos pelos softwares são importantes para montar as estratégias de segurança. Dessa forma, os motoristas podem trabalhar sempre de forma preventiva e segura.

 

7. Estude a necessidade de escolta armada

Em situações de extrema urgência, medidas mais radicais de segurança devem ser avaliadas. Uma delas é a escolta armada.

 

Esta possibilidade deve ser considerada em regiões com altos índices de assaltos registrados ou quando o valor da carga a ser transportada é muito alta ou visada. Ela também pode ser vista como uma última opção, ou seja, quando nenhuma outra medida preventiva está surtindo efeito.

 

Antes de colocar em prática a escolta armada, faça uma pesquisa e certifique-se que a empresa tem experiência em situações de risco; além de possuir um bom histórico no cumprimento de prazos e entregas.

 

Para obter sucesso com as dicas de prevenção contra o roubo de carga, é de vital importância ter um sistema integrado e automatizado de gerenciamento.

 

Além disso, não basta apenas que o gestor estabeleça as diretrizes, é preciso que todos os colaboradores estejam alinhados com as boas práticas de segurança.

 

Evite passar por esse perrengue nas estradas! Também envie aos colegas este artigo nos grupos de Zap e Facebook!

 

Até a próxima!

 

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