Quarta, 17 de Agosto de 2022
Negócios no Transporte Produção Elevada

MARCOPOLO ELEVA PRODUÇÃO COM RETOMADA DO SEGMENTO DE ÔNIBUS URBANOS

Produção consolidada do segundo trimestre de 2022 foi de 3.395 unidades, crescimento de 14,2% em relação ao 2T21

02/08/2022 às 11h52
Por: Redação Fonte: Marcopolo
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Foto: Divulgação
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Com a retomada do segmento de ônibus urbanos, a Marcopolo registrou avanço da produção consolidada no 2T22. No período, a companhia fabricou 3.395 unidades, volume 14,2% superior ao 2T21. Deste total, 1.300 são modelos urbanos, contra 958 no 2T21, o que resultou em crescimento de 12 pontos percentuais neste segmento. As entregas para o programa Caminho da Escola também favoreceram este cenário.

 

No 2T22, a Marcopolo produziu 2.812 no Brasil e 583 unidades no exterior, aumento de 13,3% e 19%, respectivamente, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A ampliação da produção fez com que a participação de mercado da companhia chegasse aos 53,5% no último trimestre.

 

No segundo trimestre deste ano, as vendas de rodoviários pesados representaram cerca de 50% dos volumes entregues para o mercado nacional, enquanto no 2T21 o total chegou aos 12%. Também se destacou no período a exportação de rodoviários para fretamento.

 

A companhia registrou crescimento da receita líquida no último trimestre deste ano e chegou a R$ 1,151 bilhão, um incremento de 39,8% ante o 2T21. Desse total, R$ 639,9 milhões (55,6%) estão relacionados aos negócios realizados no mercado nacional, enquanto R$ 511,9 milhões (44,4%) são referentes ao mercado externo.

 

O lucro bruto foi de R$ 131,3 milhões, com margem de 11,4%, contra R$ 60,5 milhões, margem de 7,4%, no 2T21.

 

“Os resultados refletem o incremento de volumes e repasses de custos realizados nas vendas direcionadas ao mercado interno e operações internacionais ao longo do último ano e do primeiro semestre de 2022. A demanda por transporte público urbano pressionou os municípios por investimentos neste momento. No segmento de rodoviários, a carteira de pedidos se estende até o final de novembro”, pontua José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da Marcopolo.

 

Com relação à marca de micro-ônibus Volare, a produção somou 975 veículos no 2T22, contra 875 no 2T21, e receita líquida foi de R$ 290,9 milhões diante dos R$ 199,6 milhões do 2T21. Com a nova linha Attack, lançada em maio do ano passado, e o modelo Fly 10, desenvolvido para o segmento urbano e de fretamento, a marca alcançou receita líquida consolidada de R$ 581,7 milhões no primeiro semestre de 2022, no mesmo período do ano anterior a receita líquida foi de R$ 451,5.

 

Em contrapartida, a variação cambial gerada pela desvalorização do real frente ao dólar norte americano sobre a carteira de pedidos em dólares provocou um impacto financeiro negativo para a companhia. A companhia apresentou um resultado financeiro líquido negativo em R$ 39,9 milhões no segundo trimestre deste ano, ante um resultado positivo de R$ 182,7 milhões no 2T21. O cenário provocou reflexo também no lucro líquido consolidado, que foi de R$ 26,8 milhões, com margem de 2,3%, enquanto no 2T21 a companhia teve um lucro de R$ 200,9 milhões, com margem de 24,4%.

 

Já o EBITDA foi de R$ 51,6 milhões no 2T22, com margem de 4,5%, versus um EBITDA de 140,5 milhões e margem de 17,1% no 2T21. Ao desconsiderar os efeitos positivos das ações judiciais tributárias que beneficiaram os resultados do 2T21, o resultado seria de R$ 41,5 milhões negativos e margem de -5%.

 

Retomada das operações internacionais

 

Assim como no mercado brasileiro, a atuação da Marcopolo no exterior apresenta sinais graduais de retomada. A receita operacional líquida da companhia no mercado externo foi de R$ 341,1 milhões, variação positiva de 57,7% em comparação ao 2T21.

 

A retomada do turismo contribuiu com o fortalecimento das vendas, especialmente com o lançamento da Geração 8 em países da América Latina. Aliado a isso, a desvalorização do real ajudou na manutenção de margens saudáveis no fechamento de novos pedidos.

 

Diante do momento, mercados relevantes como o chileno e o argentino intercalam grandes pedidos e dificuldades macroeconômicas, movimento que ainda afeta uma retomada ainda mais consistente. Na Colômbia, a evolução dos resultados está prevista para o segundo semestre de 2022.

 

No México, a empresa retomou as vendas de ônibus rodoviários pesados, com a recuperação do turismo e linhas de longa distância, e a Marcopolo Austrália tem vendas garantidas até o início de 2023. Na China, a companhia encontra dificuldades associadas ao lockdowns no país, com limites à produção em função de falta de matérias primas e componentes.

 

 

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