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Geral COVID-19

Motoristas brasileiros, vocês sabem o que fazer quando o assunto é Coronavírus?

Depois que a OMS anunciou risco de epidemia, o modal rodoviário merece ser olhado com mais atenção. Nos EUA motoristas dizem que não têm sido orientados.

11/03/2020 14h00
Por: Letícia Oliveira
Campanha do Ministério da Saúde pela redução dos riscos de infecção
Campanha do Ministério da Saúde pela redução dos riscos de infecção

Com 35 casos confirmados da Covid-19 no Brasil pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e também considerando que o próprio Ministério da Saúde já afirmou que, no país, não será possível escapar da chamada transmissão, e também dada as dimensões do território nacional, faz-se necessário inserir uma nova personagem nessa novela do novo Coronavírus: o modal rodoviário. Profissionais do setor de transportes já começam a se preocupar, principalmente os que atuam com veículos compartilhados, pois o vírus tem a capacidade de permanecer ativo em superfícies metálicas, por algum tempo, quando pessoas infectadas tocam nelas.

Voltando o olhar para o impacto econômico da questão, e que a exportação é um dos pilares da economia nacional, o fato de sermos especializados em exportar commodities, quando ocorre redução no volume exportado e no preço dos produtos exportados, a arrecadação dos Estados diminui. O Brasil, enquanto capitalista nato, fica com menos dinheiro em caixa. Mais basicamente o Centro-Oeste, dada a força do Agronegócio. Só a soja, e seus subprodutos, em 2019, foi responsável por 14,19% das exportações.

Enquanto um país que vive do modal rodoviário, temos que nos preocupar ainda com o impacto no preço do combustível, que para além da pandemia, vive uma guerra no preço dos barris de petróleo, a qual a queda nos valores exportados encontra-se entre as responsáveis.

Economistas apontam um crescimento do PIB em torno de 2 a 2,5% para o ano de 2020, porém com viés de baixa. Apontam ainda que a taxa de juros real e a inflação seguiram em baixa. Não podemos deixar de lado a Agenda Reformista (administrativa e tributária). O Congresso Nacional precisa debater e aprovar as reformas, mas espera que o governo as envie. A tendência é que apenas a tributária avance.

Não crie pânico

Pois ele também pode impactar toda a cadeia. O Ministério da Saúde vem alertando para o fato de que a situação é preocupante, mas que não é caso para pânico. Higiene deve ser o centro da discussão, inclusive porque é a falta da higiene a causa da maioria das doenças em nosso país, outras doenças que estão matando muito mais, como a Dengue e H1N1 (gripe comum). O risco de contaminação pode ser evitado com medidas simples.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 300 mensagens por dia sobre o novo Coronavírus são falsas! Caso você ainda não conheça o canal, saiba que ele funciona assim: as mensagens enviadas são recebidas, apuradas junto com as áreas técnicas e respondidas ao usuário.

Por isso, se tiver dúvida se a mensagem sobre saúde que você recebeu, principalmente sobre o novo Coronavírus é verdadeira ou não, envie para o SAÚDE SEM FAKE NEWS, pelo WhatsApp: (61) 99289-4640. A lista de todas as Fake News já avaliadas pelo ministério encontra-se no site www.saude.gov.br/fakenews 

Lavar as mãos

A recomendação que é a básica para reduzir os riscos de contaminação, deve ser ainda mais observada pelos motoristas de ônibus, vans, caminhões, transportadores de cargas, isso porque eles lidam com coletividades e com objetos que percorrem vários caminhos e são manuseados por várias pessoas. O método adequado é utilizar água e sabão por pelo menos 20 segundos e incluir o médio pulso na lavagem. Desinfetantes para as mãos à base de álcool gel só devem ser utilizados caso não seja possível lavar as mãos. Evite leva-las ao rosto quando não estiverem devidamente higienizadas. Carregue lenços de papel descartáveis para o caso de tosse e espirros e cubra a boca e nariz, ou adote a etiqueta do espirro, levando a boca até o cotovelo.

Evitar contato próximo com pessoas doentes também é fundamental! Não visite pessoas doentes, ou receba a visita de pessoas confiando em máscaras que, na maioria das vezes, não são utilizadas adequadamente. Você sabia que grande parte das pessoas não descarta a máscara no primeiro espirro ou quando tem sintomas de coriza? Caso você, motorista profissional, sinta algum dos sintomas, avise sua empresa o quanto antes e peça afastamento das atividades, principalmente em caso de febre e de pessoas com histórico de problemas respiratório. Atenção fumantes!

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