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Saúde & Bem-Estar COVID-19

Porque Brasília é maior do que o novo Coronavirus: decisões acertadas, GDF uníssono

A pioneira determinação de Ibaneis enquanto estratégia de enfrentamento e prevenção à Covid-19 tem merecido reconhecimento depois de ser criticado

26/03/2020 11h31
Por: Letícia Oliveira
Foto: Rodolfo Aiello
Foto: Rodolfo Aiello

Estamos nos deparando, a cada dia, com a necessidade de estar atentos às diversas realidades que essa pandemia tem nos trazido diariamente. Vendo como o mundo se comporta diariamente, como o Brasil se comporta diariamente. E entre tantos tropeços, principalmente os do nosso presidente da República, Jair Bolsonaro, que simplesmente ignora o sério trabalho comandado por Henrique Mandetta, ministro da Saúde, os estados estão se organizando no enfrentamento e prevenção ao novo Coronavírus.

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O Distrito Federal vem sendo apontado como aquele que melhor tem “feito o seu trabalho”. A ordem do governador do Distrito Federal (GDF), Ibaneis Rocha é para que todas as ações constem de um planejamento integrado para que a capital federal se antecipe a qualquer perigo que esse vírus possa vir a representar. Colocar a unidade federativa em quarentena antes de todas as demais foi peça fundamental desse planejamento. Brasília fechou escolas desde o dia 14 de março, e o comércio desde o dia 19, foi uma medida ousada, mas que já tem sido vista por muitos como pioneira.

Todo o gabinete do GDF está envolvido no que foi batizado como planejamento operacional integrado para de contenção de risco à população traçado pela Secretaria de Segurança Pública. Os órgãos estão assumindo as frentes, o Corpo de Bombeiros, por exemplo, tem trabalhado na detecção de casos. Além da Segurança Pública, ainda fazem parte da Força Tarefa órgãos, instituições e agências da área da saúde, mobilidade, prestação de serviço púbico e fiscalização.

“O modelo de gestão integrada é justamente para dar celeridade às tomadas de decisões numa cadeia tão complexa e de ampla estrutura como é a do GDF. Por isso a importância de uniformizarmos procedimentos para oferecermos a assistência necessária e assertiva ao Distrito Federal”, declarou o secretário de Segurança Pública do DF, delegado Anderson Torres, na saída de uma reunião com a cúpula na última sexta-feira (20).

O GDF montou ainda um Comitê de Emergência para o recebimento de doações, mais uma ação para garantir a estabilidade socioeconômica da Capital Federal. Móveis, insumos e equipamentos podem ser doados no galpão localizado no SIA Trecho 1 Lote H. Doações em dinheiro poderão ser feitas nas agências do Banco de Brasília (BRB).

Até terça-feira (24), os aparelhos mostravam 161 casos confirmados, 8 pacientes internados, 153 em quarentena domiciliar. Entre os 3.666 casos suspeitos, 66% já haviam sido descartados. Não temos nenhuma morte. E Ibaneis já avisou, não vai dar ouvidos a Bolsonaro, se até o dia 5 de abril for necessário, decretará o tempo de quarentena que os especialistas em vigilância sanitária determinarem. Saúde em primeiro lugar!

 

Suporte da União e funcionamento da Força-Tarefa

Os números obtidos estão sendo monitorados na sede do GDF, primeiro andar, onde foi montada uma sala de monitoramento, com o suporte do Hospital das Forças Armadas (HFA). São três conjuntos de monitores que transmitem informações em tempo real para que o chefe do Poder Executivo possa ter a noção exata da real situação.

No Distrito Federal, diariamente, são promovidas reuniões Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB) para o monitoramento do Coronavírus. Uma Força-Tarefa que analisa as matrizes com informações sobre o avanço do Covid-19 na e para subsidiar as decisões tomadas por Ibaneis. O governador tem deliberado em tempo real, por meio da sala de monitoramento que fica ao lado de seu gabinete.

Além do Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, o grupo no CIOB conta ainda com representantes das secretarias de Saúde e Casa Civil, além da Polícia Rodoviária Federal e das vigilâncias Sanitária e Ambiental.

Os canais de atendimento – 190, 192, 193 e 199 – também funcionam no CIOB e centralizam os atendimentos à população para o esclarecimento de dúvidas sobre as doenças, além dos atendimentos de rotina.

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