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Saúde & Bem-Estar Covid-19

Profissionais de saúde recebem treinamento para atender pacientes com Covid-19 em UTIs

Os treinamentos ocorrem durante dois dias, com carga horária diária de oito horas

06/05/2020 15h45
Por: Redação Fonte: Ministério da Defesa
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Capacitação específica no combate ao coronavírus é indispensável para os profissionais de saúde que atendem pacientes acometidos pela Covid-19. Nesta terça-feira (05), unidades de saúde das Forças Armadas deram início a treinamento voltado para emergências clínicas e cuidados intensivos para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem.

As atividades tiveram início, concomitantemente, em três Organizações Militares: no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, no Distrito Federal, na Escola de Saúde do Exército (EsSEx), na capital do Rio de Janeiro, e no Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO), em Canoas, no Rio Grande do Sul.A iniciativa do Ministério da Defesa, por meio da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desportos (SEPESD), avaliou a necessidade da multiplicação de conhecimentos, visando a aumentar o número de profissionais aptos a atender à demanda decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Os treinamentos ocorrem durante dois dias, com carga horária diária de oito horas. Cada turma conta com 40 profissionais e estão programadas capacitações até o fim de maio, totalizando 480 vagas distribuídas por três estados. Os participantes contam com tecnologia de ponta, que utiliza equipamentos de simulação, e equipe altamente capacitada das Forças Armadas.

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Os conhecimentos técnico-científicos recebidos são os necessários para que os profissionais atuem em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Em um primeiro momento, o treinamento será voltado para militares, mas a intenção da SEPESD é abrir espaço também para profissionais civis, conforme a demanda e a disponibilidade de vagas nas turmas constituídas.

Guerra invertida
Em Brasília, na sede do HFA, 40 profissionais desse hospital, além do Hospital Naval de Brasília (HNBra) e do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB) participaram da abertura e da primeira aula do programa no Distrito Federal. Na oportunidade, o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, General Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, destacou a importância de treinar profissionais de saúde para agirem em situações específicas decorrentes do novo Coronavírus.

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“Estamos em uma guerra invertida, onde quem sempre esteve na retaguarda, que são os profissionais de saúde, estão, hoje, na linha de frente. Precisamos ter profissionais preparados para atuar, caso seja necessário, para cobrir, inclusive, eventuais desfalques. Queremos proporcionar aos nossos hospitais condições para manterem suas equipes de UTI íntegras”, destacou o Secretário.

O Comandante Logístico do HFA, General Rui Yutaka Matsuda, juntamente com o Diretor Técnico de Ensino e Pesquisa do Hospital, Brigadeiro Médico Geraldo José Rodrigues, deu as boas-vindas a todos e ressaltou que o objetivo da atividade é compartilhar conhecimentos para enfrentar a situação atual de pandemia com uma estrutura de treinamento de guerra.

“O inimigo não tem fronteiras, não tem cara, não tem cheiro e suas armas não estão totalmente dimensionadas. Então, precisamos nos preparar da melhor forma para não sermos surpreendidos”, disse.
No HFA, as aulas são realizadas no Centro de Simulação Realística (CSR), que desenvolve treinamento prático, interativo e realístico, utilizando simuladores de habilidades para execução de procedimentos variados, junto com a atuação de uma equipe multiprofissional de saúde.

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Nesta manhã, dentro da proposta de promover ensinamentos básicos e específicos para o combate ao coronavírus, foram ministradas aulas sobre o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sobre como operar o ventilador mecânico e realizar intubação em pacientes portadores de COVID-19.

Atualização
A Tenente Rebeca Bizzoto é neurologista do Hospital Militar de Área de Brasília e foi voluntária para participar do treinamento. “Acredito que todo médico, em algum momento durante a pandemia, poderá ser necessário para servir no atendimento de pacientes com a COVID-19. O curso é uma oportunidade para me atualizar, relembrar, testar e me preparar melhor ainda para trabalhar nessa linha de frente”, considerou a profissional.

Para o Major Milson, cardiologista do HFA e integrante da equipe de instrutores que está ministrando as aulas, “a iniciativa do Ministério da Defesa de proporcionar treinamento sistemático no Combate à Covid-19, integrando as três Forças Armadas, é vista por nós, do quadro de saúde, como uma grande chance de somar conhecimentos, bem como de sistematizar atitudes perante situações potencialmente graves”.

O cardiologista disse, ainda, que os profissionais da saúde estão lidando diretamente com uma doença ainda de comportamento e tratamento não bem definidos e ressaltou a importância do treinamento que, ao mesmo tempo em que ajuda na reciclagem técnica e científica, possibilita a prática e a vivência de diversas situações emergenciais, utilizando manequins e tecnologia de ponta. “Isso possibilita que todos estejam preparados para agir de forma mais otimizada, obtendo, assim, melhores resultados e minimizando perdas. Além disso, nos ajuda a desenvolver atributos como confiança na equipe e nos materiais, coragem e resiliência, para que possamos superar este grande desafio", avaliou o cardiologista.

Operação COVID-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

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As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

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