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Entretenimento Pioneira

A primeira caminhoneira do Brasil

Além de caminhoneira, Neiva Zelaya também fundou uma comunidade religiosa mundialmente conhecida

30/08/2020 09h08 Atualizada há 2 meses
Por: João Carlos Amador
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Neiva Chaves Zelaya foi uma pioneira em diversos sentidos. Sergipana da cidade de Propriá, iniciou a vida de forma muito semelhante às mulheres de seu tempo. Casou-se aos 18 anos e teve quatro filhos. Mas ficou viúva muito cedo, com apenas quatro anos de casada, tendo que buscar sozinha o sustento da família a partir de então. Era o ano de 1957 e Neiva morava em Ceres, Goiás.

Sua primeira empreitada foi montar uma pequena loja de artigos fotográficos, a Foto Neiva. Depois disso, comprou um caminhão e começou a fazer fretes por todo o Brasil, sempre levando os filhos pequenos no veículo. Meses depois, já morando em Goiânia, passou a atuar como repórter de um jornal. Foi quando ficou sabendo do projeto da construção de Brasília e mudou-se para a Cidade Livre, núcleo pioneiro da futura capital. Neiva aproveitou sua habilidade em dirigir caminhões para trabalhar como motorista profissional para as empreiteiras de Brasília. Uma ocupação registrada que lhe rendeu o título de primeira caminhoneira do país, função que exerceu durante toda a construção da capital, dirigindo de 12 a 14 horas por dia.

Após a inauguração da cidade, em 1960, Neiva começa a ter visões e a ouvir vozes com frequência. A princípio, pensou tratar-se de alguma doença. Mas logo assumiu possuir uma mediunidade que a levou a fundar o Vale do Amanhecer, uma comunidade religiosa situada em Planaltina-DF que existe até hoje e atrai fiéis do mundo inteiro.

Neiva Zelaya, já conhecida como Tia Neiva, morreu em 1985, aos 60 anos, devido a problemas respiratórios.

 

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