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Fabricante Teclub-Maxon Oil expande presença pelo Brasil e já traça planos para o mercado exterior

O CEO da companhia, Edson Reis, revela que a previsão é alcançar um faturamento superior a R$ 100 milhões.

04/09/2020 15h27
Por: Redação Fonte: Petronotícias
Foto : Reprodução
Foto : Reprodução

A paranaense Teclub, fabricante dos lubrificantes automotivos e industriais Maxon Oil, começou o ano de 2020 com boas projeções de crescimento e, mesmo com os desafios impostos pela pandemia do coronavírus, os planos de expansão continuam de pé. O CEO da companhia, Edson Reis, revela que a previsão é alcançar um faturamento superior a R$ 100 milhões. “Traçamos que vamos terminar o ano recuperando tudo aquilo que ficou para trás, principalmente no mês de abril, atendendo todas as nossas expectativas. Então, estamos conseguindo voltar da crise melhores do que quando entramos”, declarou o executivo. Reis comenta que a empresa já conseguiu uma boa expansão dentro do país e que quer ampliar ainda mais sua presença em grandes mercados, como Rio de Janeiro e São Paulo. Além de aumentar sua força dentro de casa, a Teclub também se prepara para alçar voos internacionais. “Temos olhado bastante para essa questão de entrar em novos mercados. Agora, mais do que nunca, com o dólar alto, o mercado internacional se torna interessante. Alguns países que estamos observando têm mercados muito bons para nosso produto”, afirmou.

A empresa anunciou ao mercado projeções bem otimistas de faturamento, mesmo em meio à pandemia. Ao que atribui isso?

Começamos o ano de 2020 com previsões muito otimistas. O ano de 2019 foi de transformações internas e fizemos muitos investimentos em nossa parte de produção. Naquela altura, víamos que 2020 tinha tudo para ser um ano muito bom. Contudo, veio a questão da pandemia, onde tivemos grandes preocupações e alguns dos nossos investimentos foram colocados em stand-by. Percebemos que o nosso mercado de lubrificantes parou devido ao susto inicial. No mês de abril, todos os setores tiveram uma queda brusca. Mesmo assim, entendemos que o mercado ia se restabelecer rapidamente.

Fizemos de tudo para proteger nossos colaboradores dessa crise sanitária. Ficamos parados por muito pouco tempo. A nossa fábrica ficou parada menos de uma semana, já que o nosso setor foi considerado como essencial. Continuamos produzindo, mesmo sem vendas. E acabou acontecendo aquilo que estávamos prevendo. Assim que as coisas começaram a normalizar, o mercado buscou produtos. Quem tinha esses produtos conseguiu dar um salto grande. E nós tínhamos bastante produtos para atender a demanda reprimida. Em maio, tivemos um salto de 80% a mais do que previsto. Em agosto, terminamos o mês batendo mais de 100% do esperado.

Por isso, traçamos que vamos terminar o ano recuperando tudo aquilo que ficou para trás, principalmente no mês de abril, atendendo todas as nossas expectativas. Então, estamos conseguindo voltar da crise melhores do que quando entramos. Nossa previsão de faturamento para 2020 é de mais de R$ 100 milhões. 

O senhor poderia detalhar como foi essa reestruturação e os investimentos feitos que mencionou na resposta anterior?

Fizemos uma reestruturação organizacional. Nós somos uma empresa familiar. Até o começo desse ano, o comando era dividido entre mim e minha irmã. Fizemos uma mudança de gestão no início de 2020, onde decidimos colocar uma pessoa como diretor-executivo, centralizando a administração. Fizemos também reestruturações na equipe, buscando profissionais qualificados para nos ajudar na administração. Com isso, reorganizamos todas as áreas da empresa.

Além disso, fizemos investimentos em infraestrutura que aumentaram nossa capacidade produtiva. Buscamos novas parcerias visando o fornecimento de matéria-prima. Isso foi fundamental para manter nosso crescimento, porque a Petrobrás teve um problema sério de fornecimento a partir de junho, com problemas na RLAM e Reduc, o que deixou o mercado brasileiro desabastecido. Por sorte, tínhamos algumas outras parcerias e sofremos menos do que outras empresas. 

Como a empresa driblou os efeitos da pandemia até aqui e como pretendem continuar driblando daqui em diante?

colorized-imageNós criamos uma série de normas internas, seguindo as melhores práticas divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos governos e prefeituras, para prevenir ao máximo o contágio dentro da empresa. Temos sido bem enfáticos nisso. Fazemos um trabalho de prevenção nesse sentido e estamos bem atentos ao que está acontecendo.

Montamos um comitê de crise dentro da empresa, logo no final de março. Esse comitê, no início, se reunia praticamente todos os dias para monitorar interna e externamente a situação. Ficamos bem atentos ao desenvolvimento do mercado e as regiões que estavam sofrendo mais. Fomos trabalhando para conseguir manter a empresa funcionando, oferecendo a maior segurança aos nossos colaboradores, monitorando as situações de nossos clientes e entendendo como nossos fornecedores estavam sendo prejudicados, para que pudéssemos sempre estar um passo a frente.

Para o futuro, até que a situação esteja totalmente normalizada, vamos manter esse tipo de estratégia. Hoje, entendemos que a situação está um pouco mais controlada. Ainda estamos com uma equipe monitorando o andamento da situação. Tivemos sorte também porque aqui em São José dos Pinhais (PR) não tivemos um lockdown mais rígido. Isso foi um ponto que nos ajudou a não parar definitivamente. Em outras localidades, sabemos que as empresas tiveram de parar totalmente.

Para o futuro, qual o planejamento da Teclub para conquistar ainda mais presença no mercado?

A Teclub-Maxon Oil tem trabalhado constantemente no desenvolvimento de novos produtos. Estamos investindo bastante em linhas de produtos premium para atender uma gama de clientes diferenciados. Estamos também, como disse antes, trabalhando uma parceria forte com nossos fornecedores.

Na parte comercial, estamos buscando atender mais regiões dentro do Brasil. Inclusive, temos um plano de iniciar, provavelmente em 2021, uma expansão nossa para alguns países da América Latina para exportar nossos produtos. Isso deveria ter começado em 2020, mas tivemos de adiar por conta da pandemia.

Hoje, em lubrificantes automotivos, nossa empresa já apareceu entre as 10 maiores em número de vendas no mês de julho. Esse é um resultado bem positivo. No Sul do país, somos a sexta empresa que mais vende lubrificantes. E estamos crescendo em outros estados também e investindo para ampliar nossa participação em outros estados-chave, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Poderia falar mais a respeito dos planos de expansão internacional?

Temos olhado bastante para essa questão de entrar em novos mercados. Agora, mais do que nunca, com o dólar alto, o mercado internacional se torna interessante. Alguns países que estamos observando tem mercados muito bons para esse tipo de produto. Inclusive, países muito próximos ao nosso, com uma logística sem grandes complicações. Assim como fizemos expansão em todo o Brasil, pretendemos entrar em outros mercados, país por país, sempre com os pés no chão.

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