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O primeiro caminhão do Brasil

20 anos antes da FNM montar o primeiro caminhão no país, um português já havia construído seu veículo no Rio de Janeiro

31/01/2021 13h36
Por: João Carlos Amador Fonte: João Amador
O primeiro caminhão do Brasil

José Augusto Prestes foi um português que fez história no Brasil de diferentes formas. Formado em engenharia mecânica nos Estados Unidos, chegou ao Brasil no início do século XX e iniciou uma vitoriosa carreira de empreendedor. Fundou a primeira fábrica de gelo do país, no centro Rio de Janeiro, e, depois, inaugurou a A. Prestes & C. Ltda, uma empresa que desenvolvia soluções para beneficiamento de café. Aproveitando a fundição de metais que acontecia no barracão da fábrica, Prestes resolveu construir um caminhão totalmente feito no Brasil que recebeu o nome de Bandeirante. O ano era 1927.      

O veículo tinha capacidade de carga de 7 toneladas e circulou no Rio de Janeiro por dois anos. Em 1929, foi de navio até a Espanha, onde participou da Exposição Iberoamericana de Sevilha, feira que mostrava produtos de países latino-americanos. E o Bandeirante não voltou mais ao Brasil depois disso.

Só 20 anos depois a montagem de caminhões aconteceu no Brasil oficialmente, quando a FNM (Fábrica Nacional de Motores) trouxe para o país veículos desmontados para serem finalizados. E, somente em 1959, tivemos o primeiro caminhão inteiramente fabricado em terras brasileiras: o modelo L-312 da Mercedes-Benz.

Mas José Augusto Prestes ainda marcou a história do país mais uma vez. Em 1924 ele foi presidente do Vasco da Gama e escreveu uma carta que se tornou um símbolo do combate à discriminação social no esporte brasileiro: a Resposta Histórica. Tudo começou quando os principais clubes do Rio de Janeiro na época resolveram criar uma nova associação de futebol. Mas, para entrar na organização, exigiram que o Vasco demitisse 12 jogadores analfabetos e de condição mais humilde, com o objetivo de “manter a moral no esporte”.  Prestes se recusou e escreveu uma carta, de próprio punho, se posicionando contra aquela regra. O Vasco não disputou o campeonato principal naquele ano, mas voltou na temporada seguinte, sem dispensar nenhum jogador.   

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