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Guedes diz que auxílio emergencial sem contrapartida seria 'caótico'

Ministro disse novos pagamentos serão de R$ 250 e que benefício ainda não foi pago porque depende da aprovação da PEC Emergencial

02/03/2021 09h03
Por: Redação Fonte: R7
 Marcos Corrêa/PR - 05.02.2021 - (Foto: Marcos Corrêa/PR - 05.02.2021)
Marcos Corrêa/PR - 05.02.2021 - (Foto: Marcos Corrêa/PR - 05.02.2021)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o pagamento de novas rodadas do auxílio emergencial sem contrapartidas fiscais seria "caótico" e “teria um efeito muito ruim para o Brasil”.

“É o que aprendemos ano passado, não podemos repetir", afirmou na última sexta-feira (26), em podcast com o youtuber Thiago Nigro, do canal Primo Rico, que foi ao ar nesta terça-feira (2). No programa, o ministro disse que a ameaça permanente do populismo é falar que "vai dar dinheiro para todo mundo".

O ministro disse que o auxílio emergencial agora será em parcelas de R$ 250 e que não foi pago ainda porque é necessária a aprovação da PEC Emergencial, que traz contrapartidas à despesa.

"Acho que o Congresso vai aprovar. Queremos ir para a estrada certa e tenho confiança que o Congresso vem junto", disse. "Tentar empurrar o custo para outras gerações, juros começam a subir, acaba o crescimento econômico, endividamento em bola de neve, confiança de investidores desaparece. É o caminho da miséria, da Venezuela, da Argentina", comparou.

Segundo o ministro, a segunda onda de casos do coronavírus "veio de repente" e o importante agora é a vacinação em massa da população. Como contrapartida para o pagamento do benefício, Guedes disse que quer "enjaular a besta" dos gastos desenfreados com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) Emergencial. "Queremos dizer que é preciso ter responsabilidade fiscal", afirmou.

"Vai para a hiperinflação. Você está em endividamento em bola de neve, filhos e netos nossos terão impostos muito altos no futuro para pagar essa falta de coragem de uma geração de enfrentar seus problemas", completou.

Guedes defendeu "moderação e foco em quem precisa" em programas de transferência de renda. Segundo o ministro, o Brasil conseguiu "resistir" à pandemia do coronavírus porque fez a reforma da Previdência. "A taxa de juros está baixa porque travamos os gastos", afirmou.

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