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Robôs de entrega são classificados como pedestres nos EUA

Cinco estados norte-americanos adotaram a medida, que ainda se encontra nos estágios iniciais de implementação

08/03/2021 19h29 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: R7 - Sofia Pilagallo, do R7*
Um robô da empresa Starship realizando uma entrega de comida - (Foto: Starship Technologies)
Um robô da empresa Starship realizando uma entrega de comida - (Foto: Starship Technologies)

Robôs utilizados para fazer entregas pelas empresas Amazon, Starship e Fedex foram classificados como pedestres em cinco estados norte-americanos: Pensilvânia, Virgínia, Idaho, Winsconsin e Flórida. A informação foi divulgada pelo site Axios na última semana.

Na Pensilvânia, especificamente, a regra estabelece que os Dispositivos de Entrega Pessoal (PDDs, na sigla em inglês) de até 250 quilos podem trafegar nas calçadas a velocidades de até 19km/h, e em áreas de estradas ou acostamentos, até 40 km/h.

Os equipamentos autônomos ainda não podem transportar materiais perigosos e são obrigados a viajar na mesma direção do trânsito e ceder o direito de passagem para todos os pedestres e ciclistas.

Mesmo com as restrições, no entanto, a medida ainda divide opiniões. Por um lado, defensores dizem que as novas regras darão início a um futuro com mais eficiência, menos lentidão no trânsito e menos emissões de poluentes.

Por outro, a Associação Nacional de Funcionários do Transporte Municipal (NACTO, na sigla em inglês) defende que os robôs "deveriam ser severamente restringidos, se não proibidos de uma vez."

"Serviços de entrega autônomos descoordenados poderia inundar calçadas com bots, fazendo uma caminhada cada vez mais difícil e desagradável", afirmou a NACTO em um relatório. "A entrega de drones pode aumentar significativamente a poluição sonora e adicionar uma nova dimensão de caos às ruas urbanas."

À Axos, Nico Larco, diretor do Urbanism Next Center, da Universidade de Oregon, nos EUA, ressaltou que pelo fato de a medida ainda se encontrar nos estágios iniciais de implementação, ainda há um longo caminho a ser percorrido para garantir a total eficácia e segurança do projeto.

"O que acontece se essa coisa cair? O que acontece se quebrar? Onde está a responsabilidade? Que tipo de seguro você precisa?", questionou. "Como ainda é muito cedo, muitos legisladores realmente não tiveram tempo para pensar em todos estes desdobramentos."

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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