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Mercado Indústria

Fábrica da Volvo CE no Brasil aumenta exportações e contrata mais 250 funcionários

A fábrica latino-americana da Volvo Construction Equipment está concluindo a contratação de 250 novos empregados. Um dos principais elos do sistema industrial global da corporação, a planta latino-americana está aumentando seu quadro pessoal e atualmente já tem quase o dobro de funcionários do que antes da pandemia. A expansão é resultado do aumento do mercado doméstico e das exportações de máquinas para outros mercados, principalmente a Europa. Para garantir a produção em alta, pela primeira vez em dez anos os setores de usinagem e de solda robotizada estão trabalhando em três turnos.

22/03/2021 08h27
Por: Redação Fonte: VOLVO
Foto : Divulgação/VOLVO
Foto : Divulgação/VOLVO

“É o maior volume de exportação dos últimos 13 anos. Estamos sendo cada vez mais solicitados a dar suporte à demanda de vários países europeus, além de continuarmos mantendo nosso papel primário de fornecedores do Brasil e da região hispânica do continente”, declara Wladimir Garcia, vice-presidente e diretor geral do complexo industrial da Volvo CE na América Latina. A unidade brasileira tem atualmente 621 empregados. É o maior contingente de pessoas desde 2013. As contratações começaram em outubro de 2020 e se estenderam até agora, no início de março. São basicamente profissionais diretos para trabalhar nas linhas de produção e nas áreas de suporte.

Excelente reputação

“Estamos aumentando o suporte para outras fábricas do grupo que precisam atender o crescimento da procura por produtos da marca”, diz Garcia. No ano passado, 58% da produção ficou no Brasil e 42% foram destinados para outros países além do mercado hispânico tradicional. “Somos uma unidade de classe mundial, fabricando o portfólio global de produtos. Temos grande flexibilidade, o que nos permite atender aos mercados mais exigentes quando eles precisam”, destaca o executivo.

Estas condições e os inovadores processos produtivos deram à fábrica local uma excelente reputação internacional, tornando-a um grande parceiro quando esses mercados estão em alta, como está acontecendo agora. Vários governos europeus implementaram no ano passado programas de incentivo econômico para frear a crise provocada pela pandemia e estimular a retomada dos negócios.

Caminhões articulados estão sendo enviados para a Europa Central e vários outros países da região. Do portfólio completo de Pederneiras em 2020, 14% da produção foram para os Estados Unidos e o Canadá, 8% para a Europa e Oriente Médio, 8% para a Oceania e 11% para os países hispânicos do continente. Em 2021, a previsão é de um volume maior de máquinas exportadas.

Nacionalização de máquinas

A fábrica de Pederneiras também está iniciando neste início de ano o processo de nacionalização de dois modelos de carregadeiras com a perspectiva de retomada gradual da economia, além de um novo compactador de solo. De grande porte, as carregadeiras L150H e L180H até então eram importadas da Suécia. A unidade já está produzindo também o novo compactador de solo SD110B, em substituição ao SD105.

Situada a 330 quilômetros da capital São Paulo, a fábrica completa 46 anos em 2021, continuando uma jornada iniciada nos anos 70. Com um dos maiores índices de qualidade da Volvo CE e reconhecida internacionalmente por seus projetos inovadores, tem um papel cada vez mais relevante na corporação. A unidade latino-americana é a provedora exclusiva dos caminhões articulados A25G e A30G para os Estados Unidos, o que representou 65% de toda a produção desta linha em 2020. Pederneiras é também a fornecedora mundial exclusiva da série “F” das pás-carregadeiras para mercados emergentes.

A planta brasileira é a única das 15 unidades fabris da Volvo CE espalhadas pelo mundo a montar dois equipamentos (caminhões articulados e pás-carregadeiras) diferentes em uma mesma linha de produção, inovação que promove sinergia, aumenta a eficiência operacional e otimiza a capacidade instalada. Desenvolvida pelos próprios engenheiros e funcionários brasileiros, a mudança possibilitou diminuir em cerca de 12% o tempo de montagem.

“Além dos ganhos internos, a medida trouxe benefício aos clientes finais, que recebem a máquina mais rapidamente”, explica Wladimir Garcia. A fábrica foi também a primeira do Grupo a fazer usinagem à seco e está entre as líderes mundiais em Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta) no segmento.

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