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Mercado Avanços

Gestão de custos é o desafio das transportadoras

Uso de tecnologias é a principal medida adotada pelo setor para diminuição de gastos

22/05/2021 11h32
Por: Camila Pimentel
Caminhão da Zorzin Logística em ação
Caminhão da Zorzin Logística em ação

Ser empresário do segmento de transportes e caminhoneiro no Brasil requer muita força de vontade. Ainda falta maior valorização para o segmento. E por que o segmento de transportes rodoviários deve ser valorizado? Vamos explicar a seguir.

O transporte rodoviário é o principal modal no Brasil, de 65% de toda a carga transportada no país utiliza este sistema, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). No entanto, os custos logísticos que envolvem o setor são relativamente altos. Segundo o Plano de Transportes e Logística da CNT, os custos com a logística nesse modal representam 11,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro

O setor não é apenas o único a ser prejudicado, já que esta situação implica também no aumento do preço final das mercadorias, de modo que as empresas precisam estar bem gerenciadas. 

Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística atua no setor de transporte há mais de 30 anos e percebe a necessidade em encontrar formas de driblar estes gastos. 

“O setor trabalha com altos custos em suas operações, por isso é extremamente essencial que eles sejam controlados de maneira constante e precisa. Deste modo, percebo como os softwares de gestão são fundamentais nestas ações”, aponta Gislaine. 

Ainda que determinadas tecnologias demandem grandes investimentos para as transportadoras, suas implantações continuam sendo altamente vantajosas. “Gerenciamento de custos é um fator chave em qualquer negócio e uso de novas tecnologias tem se mostrado um aliado cada vez mais presente para atingirmos esse objetivo”, afirma a empresária. 

Há uma série de custos que influenciam a gestão financeira do setor, sendo eles variáveis, isto é, aqueles que são alterados conforme a quilometragem rodada, ou fixos, aqueles que não sofrem variação de acordo com a distância percorrida. Combustível, despesas relacionadas à segurança, equipamentos, pneus e mão de obra são os principais custos que exercem maior influência no cotidiano do setor. 

Outros fatores logísticos também interferem nas operações dentro das transportadoras, observa Zorzin. “A demora no carregamento ou recebimento de uma carga ou a forma como a armazenagem e o estoque são direcionados, por exemplo, geram consequências que podem aumentar o custo do transporte”, fala a empresária. 

Algumas atividades podem auxiliar neste controle de gastos nas transportadoras, como adotar rotinas padronizadas, automatização de tarefas, conhecer a estratégia do cliente, adotar estratégias de armazenagem e distribuição das cargas e utilização de sistemas integrados. 

Por isso, as empresas precisam estar sempre buscando soluções a fim de oferecer serviços cada vez melhores. “Como parceiros estratégicos, temos o objetivo de manter nossos custos muito bem controlados para não impactarmos nossos clientes, e consequentemente, a sociedade como um todo”, conclui Gislaine. 

 

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