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Fenemê e os primeiros caminhões fabricados no Brasil

A FNM foi a pioneira na produção de veículos motorizados no país, fazendo história e sendo lembrada até hoje

23/05/2021 10h15 Atualizada há 3 semanas
Por: João Carlos Amador
Foto: FNM D-7300
Foto: FNM D-7300

A FNM (Fábrica Nacional de Motores), mais conhecida como Fenemê, foi a primeira fábrica de caminhões do Brasil. Ela foi criada em 1942 por Getúlio Vargas, com o objetivo de produzir motores de avião e ajudar no esforço de combate durante a Segunda Guerra Mundial. 

Mas em 1946, com o fim da guerra e a deposição de Getúlio, o presidente Eurico Gaspar Dutra suspendeu a construção de motores no Brasil, direcionando a fábrica para a produção de peças para máquinas industriais e eletrodomésticos, como geladeiras, bicicletas, compressores, etc.

Porém, em 1949, a FNM firmou um acordo com a italiana Isotta-Fraschinni para produzir seus veículos em território nacional. Nascia, aí, o FNM D-7300, o primeiro caminhão fabricado no Brasil.

A maioria dos caminhões que circulava no país naquela época era a gasolina e vinha dos Estados Unidos. A Fenemê já chegou diferente com motor a diesel de 6 cilindros e 7,3 litros com injeção direta, transmissão de cinco marchas e freios hidráulicos. Cerca de 200 veículos foram fabricados até a Isotta decretar falência e inviabilizar o negócio. A FNM se associou, então, à Alfa Romeo, lançando, em 1951, o FNM D-9.500.

 

Presidente Juscelino Kubitscheck e a Homenagem da Fenemê

 

O negócio prosperou e a Fenemê não ficou apenas nos caminhões. No dia 21 de abril de 1960, data da inauguração de Brasília, foi lançado o FNM  JK, um sedã de luxo baseado no Alfa Romeo 2000. Era o carro mais caro do Brasil naquela época e foi muito utilizado pelo próprio Juscelino Kubitschek.

O fim da Fenemê

 

Em 1985, após ser administrada pela Fiat, Alfa Romeo e Iveco, a FNM encerrou suas atividades, deixando um legado de 78 mil caminhões fabricados e uma marca icônica para os brasileiros.

A volta da FNM ao mercado

 

Em 2020, a sigla FNM voltou ao mercado, mas dessa vez como Fábrica Nacional de Mobilidades, produzindo caminhões elétricos. A iniciativa é dos irmãos José Antônio e Alberto Martins em parceria com a Agrale, com fábrica em Caxias do Sul (RS). 

 

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João Carlos Amador é jornalista e publicitário formado na Universidade de Brasília. Criador do projeto Histórias de Brasília na internet, tem 5 livros publicados e é colunista na rádio CBN.