Domingo, 26 de Setembro de 2021
Mulheres na Boleia América do Sul

Conheça a história da caminhoneira que faz a rota Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile

Luana Tschope teve a chance de sua primeira viagem ser para a Argentina

14/08/2021 às 09h45 Atualizada em 23/09/2021 às 19h03
Por: Camila Pimentel
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Luana Tschope/Arquivo
Luana Tschope/Arquivo

Entrar para o segmento de transportes não é tarefa fácil, mas quando se tem força de vontade e garra para correr atrás do seu objetivo, você consegue. Foi o que aconteceu com a caminhoneira Luana Tschope. Ela mora hoje em Buenos Aires e trabalha na Brilhante Transportes, localizada em Foz de Iguaçu-PR, percorrendo a rota Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. É ou não é uma vencedora?

 

Luana trabalhava como instrutora de trânsito em uma autoescola no Mato Grosso, mas com alguns familiares caminhoneiros tinha uma convivência com esse mundo do ronco dos motores. O pai, Carlos Antônio Tschope, tinha uma madeireira no Mato Grosso e possuía caminhões para transportar madeira. 

 

“Quando trabalhava na autoescola a pista de treinamento era próxima a uma rodovia e todo dia passava carretas, sempre ficava olhando e imaginando como deveria ser poder dirigir uma daqueles veículos e viajar. Mas, naquela região eles não dão oportunidade para inexperiente, então acabei não indo atrás”, disse a caminhoneira.

 

No entanto, o ciclo da vida gira e Luana se mudou com os pais para Cascavel, município do Paraná e lá teve a oportunidade de entrar para o mundo dos caminhões.

 

E como ela conseguiu ser caminhoneira e fazer a rota Mercosul? Segundo Luana, há sete anos ela conheceu um amigo em Cascavel que a indicou para a empresa Brilhante Transportes. “Tive contato com o chefe de frotas para fazer uma entrevista. Após isso, fiz um teste prático em uma carreta. Passei no teste e fui contratada”, afirmou a caminhoneira.

Foto: Luana Tschope/Arquivo Pessoal

 

Luana relatou como chegou o convite para fazer o Mercosul. “No início ficava na oficina da empresa aprendendo o básico em manutenção. No sexto dia, era um sábado pela manhã, meu chefe disse: Luana quer ir para Argentina? Eu disse super empolgada: sim, eu quero ir! Ele falou: então vai buscar suas roupas para viajar”, narrou a caminhoneira.

 

Ela falou ainda que a emoção tomou conta com a notícia que sua primeira viagem como caminhoneira seria para fora do Brasil, à cidade argentina Mar Del Plata. “Meu coração veio na boca, uma mistura de alegria e desespero já que nunca tinha viajado de carreta e ainda para outro país logo de cara”, falou Luana.

 

Sobre o começo, a caminhoneiro afirmou que foi difícil e que usava GPS. “Fazer a rota Mercosul é maravilhoso, porém muito cansativo, pois são viagens bem longas e têm muitas burocracias. Viajar por todos esses países do Mercosul é um dom e temos que saber o básico dos outros países, a língua e suas leis, por exemplo”, destacou Luana.

 

E após conseguir o objetivo Luana deixa uma lição. “Hoje tenho muita experiência na rota Mercosul, mas eu sempre digo que nós na estrada somos eternos aprendizes, porque ninguém sabe tudo, você pode ter 30 anos na estrada ou um ano, mas está sujeito aos desafios que a vida impõe”, finalizou Luana. 

 

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