Domingo, 24 de Outubro de 2021
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É perigoso arquear o seu caminhão? Descubra se você pode levantar a traseira do seu veículo

Essa atitude vem virando moda entre os caminhoneiros mais jovens. Será que há perigo na prática?

30/09/2021 às 15h23 Atualizada em 02/10/2021 às 11h49
Por: Micaela Lisboa
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Divulgação/PRF
Divulgação/PRF

 

Com o objetivo de andar com a carga mais pesada e enganar a fiscalização nas estradas muitos motoristas têm optado por arquear a traseira do caminhão. Além de ser ilegal, essa alteração aumenta o perigo para os carros que vêm logo atrás. 

 

Quando o caminhoneiro mexe na suspensão e deixa a traseira e o para-choque mais altos ele acaba eliminando uma espécie de barreira. No caso de uma batida, o carro que estiver atrás pode entrar embaixo do caminhão, o que diminui as chances de o motorista e do passageiro sobreviverem.

 

Aqui você encontra:

 

 

O que é arquear?

 

Para ficar com a frente rebaixada e a parte traseira mais alta, os caminhoneiros mexem na suspensão, isso é arquear a traseira do caminhão. O problema é que, na maioria das vezes, a altura do para-choque até o chão fica acima do que determina a lei. 

 

Para-choques de caminhões fabricados até o ano de 2004 devem ter uma altura de até 55 centímetros. De 2005 em diante, a altura deve ser de 40 centímetros. A elevação é feita com a colocação de calços nas rodas traseiras ou com aumento do número de molas na suspensão. 

 

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Prós e contras 

 

Muitos adeptos defendem que a modificação deixa o caminhão com mais estabilidade para  fazer as curvas, evitando assim o tombamento do veículo. A modificação, entretanto, para muitos é apenas estética, o que pode oferecer mais contras do que vantagens. Os riscos de segurança afetam não só os motoristas dos caminhões, mas também os condutores de outros veículos que trafegam pelas estradas.

 

Devido à suspensão dos para-choques, o risco de carros menores colidirem com o veículo e entrarem embaixo da carroceria é maior. Além disso, diante de uma freada brusca e rápida a elevação traseira pode empurrar a carga para frente, atingindo a cabine e colocando a vida do motorista do caminhão em perigo.

 

A mudança da carroceria também pode influenciar a distribuição da carga, uma vez que em carregamentos acima do permitido a parte traseira ganha mais peso e fica mais baixa, burlando a fiscalização. Além de comprometer a dirigibilidade, o excesso de peso dificulta a execução de curvas e manobras delicadas, podendo causar desequilíbrio e tombamento do caminhão.

 

As modificações também podem comprometer a durabilidade do veículo, desgastando a suspensão dianteira mais rápido e gerando pressão desnecessária nas peças que acabam ficando frágeis e instáveis. Mas e aí você é contra ou a favor?

 

O que a Lei diz?

 

A Resolução Nº 479, permite a elevação do veículo em 2° graus, o que representa 3,5 centímetros a cada um metro de comprimento. Por exemplo, se um caminhão que possui uma carroceria com 8 metros de comprimento poderá ter uma diferença de 28 cm de altura do começo da carroceria até o final dela.

 

Vale lembrar que as infrações citadas são do tipo grave, com multa de média de R$ 195,23, mais cinco pontos para o proprietário podendo causar a retenção do veículo até a regularização. Por isso, para evite dores de cabeça.

 

A Resolução ainda determina que as lanternas traseiras poderão estar no máximo a 1,20 metros do chão, já as lanternas laterais deverão estar a uma altura máxima de 1,50 metros do chão. Ainda vale lembrar que a Resolução determina que o caminhão que feito as alterações deve ter as mesma constatadas no Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e ainda é necessário que o mesmo tenha que passar por uma inspeção do Inmetro para ter a aprovação.

 

Portanto, sempre que pensar em fazer qualquer modificação pense em você e, principalmente, no que vem logo atrás, lembre-se que você não está sozinho na estrada. Qualquer dúvida sobre as medidas citadas acima basta procurar o Detran do seu estado.

 

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