Terça, 07 de Dezembro de 2021
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Você conhece a história do L 75? Um modelo de caminhão da Scania que fez história!

Apelidado de Jacaré, o caminhão devorou as estradas brasileiras

29/10/2021 às 11h26
Por: Micaela Lisboa
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Crédito: Leandro Tavares
Crédito: Leandro Tavares

É aquele ditado: só quem viveu sabe! E quem estava lá nos tempos da construção da atual capital do brasil em que Juscelino Kubitschek botou seus primeiros pés no Planalto Central, veria na imensidão do Cerrado o tal do caminhão L 75 da Scania.

 

Esse camarada tem história, viu! E ele caiu no gosto popular do brasileiro. Passou de geração em geração e, inclusive, a empresa investiu na sua evolução.

 

Por isso trouxemos este artigo para que você possa acompanhar um pouco de sua história! 

 

Vamos lá?

 

Aqui você encontra:

 

 

O Jacaré que tem história para contar

 

Usado na construção de Brasília, o modelo da Scania L75 foi o primeiro caminhão fabricado em território nacional, isso em 1958. Ele ficou muito conhecido por ter mudado o mercado de caminhões no Brasil e inaugurou o conceito de caminhão pesado

 

Presente no Brasil desde 1957, a sede da Scania, naquela época, ficava no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Cinco anos depois, mudou-se para São Bernardo do Campo (SP), tornando-se a cidade escolhida pela montadora para construir a planta brasileira, a primeira fora da Suécia, onde está presente até hoje.

 

Também conhecido como “Rei das Estradas”, o L75 fez muito sucesso pelas estradas do país durante o seu período de vendas. Embora no começo da produção a montagem atendesse minimamente à exigência de 35% de fabricação brasileira, com o tempo a Scania-Vabis assumiu toda a fabricação do veículo. 

 

A potência do caminhão se dava a partir de um motor D-10, com 165 cavalos de potência. Além disso, o sistema de alimentação do motor era a partir de injeção indireta. Isso o fazia apresentar uma economia.  aproximadamente 25% maior que os demais de sua categoria.

 

Como o L 75 teve sucesso?

 

O L75 ganhou as ruas e se tornou um sucesso devido ao seu chassi rígido e cavalo mecânico, o câmbio era manual de cinco marchas, o motor seis cilindros em linha D10 com bloco e cabeçote de ferro, 12 válvulas, comando de válvulas no bloco acionado por varetas, seu diâmetro era de 127mm e o curso é de 135mm, um luxo para a época! 

 

E não temos o número total da cilindrada, mas era de 10.3 litros dotado de bomba injetora de atuação direta. A sua suspensão era de eixo rígido. Por feixe de molas nos dois eixos e os freios eram a tambor e ar. A direção era mecânica setor e rosca sem fim e o seu tanque levava 130 litros.

 

O L75 chegou num tempo que o domínio das estradas era do FNM ("Fenemê") e o Scania se destacou por ter a bomba injetora de atuação direta e não por pré-câmara com o rival — lembrando que ele só tinha 35% dos componentes nacionais e o motor era importado da Suécia. 

 

Em outubro de 1959 o motor passou a ser nacional na nova fábrica de motores da Scania, mas a produção completa continuava a ser da Vemag, até que em outubro de 1962 a Scania começa a fabricar os caminhões na unidades própria em São Bernardo do Campo (SP), que é atual fábrica da Scania, e ele seguiu sem alterações até outubro de 1963.

 

Scania L 76 - Crédito Revista Caminhões

 

A evolução do L75

 

Com o passar dos anos, novos modelos foram desenvolvidos, fazendo com que a tecnologia aperfeiçoasse o que tinha de melhor da época. No segundo semestre de 1963, a Scania substitui o L 75 pelo L 76. O novo modelo  trouxe melhorias técnicas, com destaque para o motor D 11 - de 11 litros - com 195 cavalos de potência a 2.200 rpm. 

 

No ano seguinte, a montadora apresentou os modelos LS e LT trucados e também as primeiras cabines leito. Como nos modelos importados, a cor laranja tinha relação com a segurança, pois facilitava a identificação do veículo a Michelon utilizou o L 76 no transporte de cargas frigorificadas e seca. Em 2008, quando alguns ativos da empresa foram a leilão, a família Galiotto (dona da Vinícola Galiotto) adquiriu uma unidade no ano de 1964.

 

Em 1971, os caminhões da marca tiveram o sistema de freio modernizado e ganharam nova denominação: o L 76 passou a ser L 110, o LS 76 para LS 110 e o LT 76 para LT 110. A linha, que ficou conhecida como série 0 (zero), foi apelidada também de “João de Barro” devido ao formato da cabine. Em 1975 entrou em produção o L 111, o jacaré com cabine leito e direção hidráulica. Esse modelo inaugurou a nova fábrica de chassis.

 

Até chegar no final da década de 90, em 1998, quando foi marcado pelo início do sistema Modular Scania e o lançamento da Série 4, formada pelos quatro modelos 94, 114, 124 e 164. Eram veículos totalmente novos, apesar de que as primeiras unidades ainda utilizavam motor da Série 3. 

 

As cabines ganharam design mais aerodinâmico (arredondado) e o interior passou por mudança total, passando a oferecer mais requinte e conforto. Outras inovações foram o motor eletrônico de 420cv e o freio retarder.

 

No início dos anos 2000, a Série 4 trouxe de volta o motor V8 no R164 480 6X4, o caminhão mais potente do Brasil até 2006. Em 2007 chegam às séries P, G e R, com duas novas cabines: G e Highline, a mais alta do mercado na época.

 

Foto: Flecha Azul K 113 L (Créditos: William Bispo)

 

Clássico Flecha Azul faz parte da história da marca

 

Não foi apenas de caminhões que se fez a história da Scania brasileira. O ônibus Flecha Azul K113 CL, da Viação Cometa, também fez sucesso. Esse modelo, de 1998, é o ônibus mais conhecido do Brasil.

 

Seu visual tipicamente americano e o padrão de conforto, superior ao de boa parte dos outros ônibus que circularam pelas rodovias brasileiras até o fim da década de 90, fizeram dele uma lenda entre os apreciadores dos grandes veículos de transporte coletivo.

 

O ônibus Flecha Azul surgiu em 1963. Ele tinha carroceria Ciferal e chassi Scania e serviu à Viação Cometa por 30 anos, entre as décadas de 60 e 90. Conquistou a simpatia dos passageiros pelos detalhes que o diferenciavam dos ônibus rodoviários convencionais, como o característico “degrau”, que enaltece o salão de passageiros em relação à cabine do motorista, e as lendárias poltronas de couro legítimo. A última geração do Flecha foi produzida em 1999.

 

E você, já teve alguma história com esse camarada? Manda no grupo do zap da rapaziada para vocês relembrarem as histórias juntos!

 

Até a próxima!

 

 

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