Sábado, 22 de Janeiro de 2022
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Veja como as seguradoras barram os caminhoneiros com nome sujo

Entenda como as empresas realizam as consultas dos caminhoneiros com nome sujo na praça

30/10/2021 às 11h01
Por: Micaela Lisboa
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Veja como as seguradoras barram os caminhoneiros com nome sujo

Ter a ficha limpa e cadastro atualizado nas seguradoras são alguns dos requisitos fundamentais de empresas para os caminhoneiros conseguirem bons fretes. 

 

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com a chegada da pandemia, a realidade de ter o “nome limpo” ficou mais difícil. Cerca de 71% dos brasileiros estão inadimplentes, isso é um recorde para a história do nosso país!

 

Uma das consequências para esse profissional que fica com o “nome sujo” na praça é ser impedido de realizar fretes. Isso acontece quando ele deixa de atender os critérios de segurança estabelecidos pelas seguradoras. 

Diante disso, para que a companhia de seguros elabore uma apólice, é preciso levar em consideração um conjunto de fatores importantes para a definição do valor do serviço. Ou seja, é preciso analisar, em casos de um seguro para uma frota de caminhão, as seguintes condições:

  • a quantidade de caminhões que compõem a frota;

  • as principais características, incluindo o comportamento da frota segurada;

  • o histórico de sinistro da frota;

  • a disponibilização de bônus;

  • as formas de pagamento;

  • a região de circulação.

 

Com o cadastro bloqueado, as empresas liberam apenas cargas de baixo valor. Como resultado, o motorista autônomo, sem muitas opções de frete, fica sem faturamento para saldar as dívidas e melhorar a sua situação. Além das dívidas que aumentam, tem as despesas do caminhão, aumentos de preço do óleo diesel e outros insumos e o do frete defasado em que a situação é ainda mais grave.

 

Aqui você encontra: 

 

Para que serve a seguradora?

 

A finalidade do seguro de transportes é cobrir danos e prejuízos causados nos veículos ou na carga transportada. Sendo assim, o mercado disponibiliza opções de seguros para qualquer tipo de necessidade, objetivo e orçamento. 

 

Transporte nacional

 

Essa opção visa a atender ao motorista que pretende circular apenas em território brasileiro. Nesse sentido, é determinado que todo meio de transporte nacional pode estar coberto por uma apólice. 

 

Nesse caso, a contratação desta apólice pode ser feita de maneira anual ou bianual. Além disso, são oferecidos o seguro total (seguro do veículo + seguro contra terceiros) e o seguro RCF-V, que entrega a cobertura apenas para terceiros, não incluindo, assim, o veículo do condutor.

 

Transporte internacional

 

Essa modalidade de seguro é específica para os caminhoneiros que realizam o transporte de carga para o exterior. Sendo assim, a contratação é feita levando em consideração:

  • os riscos do deslocamento;

  • a distância que será percorrida;

  • o local de destino;

  • o tipo de carga

 

Outra característica específica dessa modalidade é que ela oferece uma cobertura mais ampla. Ou seja, são incluídos frete, impostos, despesas e os lucros. Nesse sentido, as principais seguradoras do Brasil disponibilizam, para os seus clientes, cobertura para toda a América Latina.

 

 

O que a Lei diz sobre os bloqueios?

 

Você já foi bloqueado pela seguradora  devido a inadimplência? Ou até mesmo por ter sofrido assalto com a carga que carregava? Acreditem, muitas seguradoras bloqueiam o motorista por ter sofrido assalto!! Muitos não concordam com as consultas dos dados por muitas vezes estarem desatualizados, o que acaba prejudicando o motorista.

 

Com a Lei 13.103 , a Lei do Caminhoneiro, no Artigo 13 diz que:

 

“É vedada a utilização de informações de bancos de dados de proteção ao crédito como mecanismo de vedação de contrato com o TAC e a ETC devidamente regulares para o exercício da atividade do Transporte Rodoviário de Cargas”.

 

Ou seja, as gerenciadoras de risco e seguradoras não podem usar informações do Serasa e SPC  para bloquear motoristas. 

 

 

Fui bloqueado e agora?

  1. Saída via justiça

 

Segundo a própria Lei, fica  determinado que a competência para julgar esse tipo de situação é da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres)  e as multas para as empresas que bloquearem injustamente um motorista variam de R $550,00 a R $10.000,00. Por isso, o primeiro passo é fazer uma denúncia através da ouvidoria da agência ANTT. O motorista deve procurar também o Ministério Público do Trabalho da região de sua residência para formalizar a denúncia dando assim entrada na Justiça.  

  1. Saída via Câmara de Conciliação

 

Quando é dado entrada na justiça, o prazo chega a ser de dois a três anos. Devido a esse prazo, muitos motoristas acabam desistindo do processo. Pensando nessa demora, surgiu há cinco anos atrás a Câmara de Conciliação de São Paulo  para realizar acordo juntamente com as maiores gerenciadoras do País.

 

Para ser atendido, o motorista precisa indicar seu nome, RG e CPF, telefone para contato, o nome da gerenciadora e da transportadora que o recusou. Se for possível, passe também o nome do atendente que avisou da recusa e data em que isso aconteceu. A câmara está aberta a caminhoneiros de todos os estados e é gratuita.

 

Agora você já sabe, se tiver problemas com uma gerenciadora, existem dois caminhos, a justiça ou a câmara de conciliação.

 

 

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