Quinta, 02 de Dezembro de 2021
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#TBTONTRUCK: Relembre a greve dos caminhoneiros de 2018

Desde a paralisação que parou o país, outras ameaças vêm aparecendo. Veja os principais acontecimentos da época

13/11/2021 às 10h22
Por: Micaela Lisboa
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Greve caminhoneiros 2018/Reprodução
Greve caminhoneiros 2018/Reprodução

Vocês lembram quando a greve dos caminhoneiros parou o país lá em 2018? Foi um caos geral! Falta de combustíveis, voos cancelados, falta de suprimentos hospitalares, encararam a necessidade da classe para o funcionamento da economia de qualquer nação!

 

Desde a greve daquele ano, outras novas ameaças de paralisação surgem. Isso nos traz aquela sensação de tensão de ter que passar pelo sufoco de novo!

 

Você se lembra daquele ano? Difícil esquecer, né?! Por isso o portal On Truck resolveu iniciar essa série com esse tema: #TBTONTRUCK, para te mostrar as principais notícias que impactaram em um determinado período.

 

A hashtag #TBT significa throwback thursday (de volta à quinta, em tradução livre). Nas redes sociais, ela tem o intuito de relembrar algo ou alguma lembrança na quinta-feira. Então, apenas usamos o conceito popular de lembrar algo para nomear esta série. 

 

Esperamos que vocês curtem!

 

Aqui você encontra:

 

Grosso modo, qual é o impacto de haver uma paralisação dos caminhoneiros?

Como tudo aconteceu?

O que o Governo disse?

Cenário atual pós pandemia

Greve do dia 1º de novembro de 2021

 

Grosso modo, qual é o impacto de haver uma paralisação dos caminhoneiros?

 

Segundo dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT), 60% do transporte de cargas e 90% do transporte de passageiros são realizados por rodovias. Com isso, os fechamentos de rodovias, na época, foram feitos em áreas estratégicas como saídas e entradas das refinarias da Petrobras e do Porto de Santos, dificultando ainda mais o fluxo de mercadorias.

 

Como tudo aconteceu?

 

Bem planejada, a paralisação durou dez dias e interrompeu serviços como fornecimento de combustíveis, distribuição de alimentos e insumos médicos, levando o país à beira de um verdadeiro colapso. A categoria parou no dia 21 de maio de 2018 para exigir uma redução nos preços do óleo diesel — que havia subido mais de 50% no ano anterior. 

 

A principal reivindicação era que os impostos incidissem sobre o combustível, como o PIS-Cofins. Eles também exigiam a fixação de uma tabela mínima para os valores de frete

 

Ao longo da greve, discursos anticorrupção também se juntaram às bandeiras defendidas pelo movimento, que em poucos dias se tornaram expressivas e provocaram impactos à população, em diversos segmentos. Alguns grupos de manifestantes passaram a expressar apoio a um possível golpe militar.

 

Com caminhões parados, bloqueando parcialmente as rodovias, combustíveis deixaram de ser entregues em diversos postos e outras atividades que esperavam matérias-primas e produtos essenciais, como produção de muitos alimentos, também acabaram desabastecidos

 

O movimento começou perdendo força durante o fim de semana seguinte, após um acordo entre alguns representantes da categoria e o governo, e a entrada em cena do Exército para desbloquear vias e garantir o abastecimento aos diversos setores afetados.

 

Enquanto as forças de segurança atuavam para desmobilizar eventuais pontos de concentração de motoristas, em postos de combustíveis a dificuldade era gerenciar a oferta ainda escassa para filas de motoristas ávidos por garantir o abastecimento.

 

Que sufoco! De um lado a categoria lutando por melhorias e por outro a população à mercê. Devido ao pânico instalado, muitos correram para estocar comida e o pouco combustível que restava, até gás de cozinha, podendo causar acidentes irreversíveis nas residências. 

 

 

O que o Governo disse?

 

Para os consumidores, um dos efeitos atribuídos à paralisação continuava a ser sentido no bolso: eram os preços ! Combustíveis de R$10 a R$12 o litro! Gás de cozinha que subiu mais de 30% praticamente do dia para o outro, não foi nada fácil.

 

Após os dez dias de greve, o ex-presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais.

 

O governo também prometeu isenção de multas e reserva de contratos para os autônomos nos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas parte das promessas dependia de articulação política e novas fontes de receita. Temer usou medidas provisórias para implementar as promessas feitas aos caminhoneiros, e elas precisaram ser votadas pelo Congresso para não perder a validade. 

 

No caso da redução do diesel, o governo quis auxiliar para que os Procons fiscalizem a redução dos preços nas bombas, já que o mercado não é tabelado. Situação que ocorreu por pouco tempo, logo voltou tudo!

 

 

Cenário atual pós-pandemia

 

Antes da greve de 2018, a inflação acumulada em 12 meses era de 2,85% e encerrou o ano em 3,75%. Agora, no acumulado até agosto de 2021, está em 9,68% e o PIB tenta se recuperar de um tombo de mais de um tombo de mais de 4% em 2020. Por isso os preços altíssimos em muitas coisas!

 

A grande preocupação com o bloqueio de estradas é que ele pode causar uma quebra na cadeia de abastecimento e isso tem efeito na oferta. Com o aumento no diesel, pós pandemia, as bombas não param de subir e possíveis paralisações vêm surgindo. Em setembro deste ano, o presidente Bolsonaro até pediu, por meio de áudio, que os caminhoneiros desbloqueassem  algumas estradas para que não ocorresse algo semelhante ao de 2018. 

 

Podemos ver que o Governo tem manobrado com acordos em possíveis situações, que possam piorar a economia do país com preços exorbitantes. A má gestão econômica, com a pandemia desde 2020, trouxe consequências como gasolina a R$8 o litro, em muitos estados, carne a R$40 o kg e a extrema miséria batento mais uma vez a porta dos brasileiros.

 

 

Greve do dia 1º de novembro

 

Sem sucesso, a greve programada para o dia 1º de novembro, os caminhoneiros vêm buscando acordos diante dos aumentos dos últimos meses, pós pandemia. Muitos alegam que não vale a pena a paralisação por agora devido a baixa demanda de cargas, o que pode piorar tudo. 

 

Entre as diversas reivindicações dos caminhoneiros autônomos, três foram eleitas como as principais pelas lideranças grevistas. Eles pedem que o governo reveja o Preço de Paridade de Importação (PPI) praticado pela Petrobras. Adotada durante o governo de Temer, em 2018, essa política faz com que os valores de venda dos combustíveis sigam o mercado internacional e a variação do dólar. 

 

Portanto, quando o preço do barril do petróleo sobe lá fora, ele contribui para a alta dos preços dos combustíveis aqui. Em 2021, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias, e a gasolina subiu 73,4% no mesmo período. 

 

Os autônomos também cobram o cumprimento do piso mínimo do frete, uma das principais conquistas das paralisações de 2018. No entanto, os caminhoneiros dizem que a lei ainda é questionada e descumprida por muitas empresas do setor.

 

E por último, uma das principais reivindicações é a volta da aposentadoria especial para a categoria. Até a Reforma da Previdência, os caminhoneiros podiam se aposentar com 25 anos de contribuição na função, independentemente de idade e sem incidência do fator previdenciário. Agora, é preciso ter no mínimo 60 anos e a aposentadoria é proporcional. O texto está em tramitação no Senado Federal.

 

Será que esse assunto rende para mais artigos? O que vocês acham? Manda para os grupos do Zap e do Facebook para a galera saber também!

 

Até a próxima!

 

 

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