Quinta, 02 de Dezembro de 2021
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5 Motivos para a alta dos combustíveis

Não está entendendo o porquê o preço não para de subir? Leia este artigo e você vai saber os 5 motivos principais!

13/11/2021 às 10h46 Atualizada em 13/11/2021 às 10h46
Por: Micaela Lisboa
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Reprodução Internet
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É só subindoooo! 

 

É, e como diz o jargão, nós vimos nos últimos meses que a alta dos combustíveis foi uma atrás da outra. A sensação que dá é que o dinheiro e o combustível não tem rendido, concorda?

 

Muitos brasileiros têm tentado outras opções de diminuir os custos, mas para aqueles que necessitam de se locomover sem depender do transporte público, a situação está mais complicada do que se imagina. 

 

Chegamos ao ponto em que a média nacional do preço da gasolina chega a quase R$8 o litro. A realidade é uma das mais assustadoras para o consumidor, que precisa encaixar no orçamento produtos cada vez mais caros com uma renda que, na maioria das vezes, não subiu ao longo da pandemia e que, em muitas delas, na verdade caiu.

 

Enquanto abastecem o carro, motoristas olham atentos para o valor do litro no painel e relembram de tempos em que o valor era muito mais baixo. Também se questionam: por que os preços dos combustíveis estão tão altos? 

 

Nós separamos 5 motivos que estão norteando o aumento dos preços para que você fique por dentro do assunto. Vamos lá?

 

Aqui você encontra:

 

Motivo 1: Pandemia

Motivo 2: Demanda Mundial

Motivo 3: Restrição política 

Motivo 4: Aumento do dólar

Motivo 5: Impostos sobre o combustível 

 

Motivo 1: Pandemia 

 

Bom, não podemos negar que a pandemia mudou as nossas vidas. Com a economia não foi diferente, podemos ver ao longo dos últimos doze meses uma mudança vertiginosa nos preços. No início da pandemia, o preço da gasolina diminuiu a ponto de chegar a R$3,80 o litro e depois de um ano podemos ver o absurdo de quase R$8. 

 

Um dos fatores para tudo isso é a demanda por petróleo que caiu, sendo que muitos países tinham grandes estoques de combustível. E aqui vale aquela história: estoques cheios e baixa procura empurraram os preços para baixo.

 

Os valores do petróleo ficaram abaixo de zero pela primeira vez na história. No dia 20 de abril de 2020, o petróleo cru dos EUA fechou em - US$ 37 o barril (cerca de - R$ 195 na época), marca que poucos imaginavam que seria ultrapassada. 

 

Mais de um ano depois, a situação foi oposta. A demanda voltou com boa parte das pessoas retornando aos seus trabalhos presenciais. Os sinais se invertem e o salto para o positivo foi alto. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda mundial por petróleo vai superar o nível pré-pandemia no fim de 2022. 

 

Os preços sobem também porque, no mundo, a oferta de petróleo está reduzida. 

 

 

Motivo 2: Demanda mundial 

 

De um lado temos a crise devido a pandemia, onde o mundo parou por um tempo devido a problemas de saúde e por outro temos a necessidade econômica. Um elemento novo que tem contribuído para o aumento do preço do petróleo bruto é a restrição também por produtores de petróleo nos Estados Unidos.

 

Esta é uma estratégia incomum para essas empresas, que costumavam aumentar a produção sempre que os preços do petróleo caíam. E outra, investidores eram favoráveis, mas agora estão mais cautelosos e exigem que, em vez de reinvestir os lucros na abertura de mais poços e aumento da produção, as empresas utilizem os recursos de uma forma mais astuta para que possam ter lucro. Afinal, ninguém quer sair perdendo!

 

O petróleo WTI chegou a ser negociado a preços negativos. Em outras palavras, as empresas tiveram que contratar terceiros para cuidar do petróleo e não precisar armazená-lo.

 

 

Motivo 3: Restrição política 

 

A Petrobras era uma empresa integrada, com um parque de refino capaz de atender grande parte da demanda aqui no país, montando uma infraestrutura logística que possibilita a entrega dos produtos em qualquer parte do território nacional. Isso deu poder de mercado a Petrobras, criando obstáculos para a entrada de novos concorrentes, mas com a empresa tendo compromisso com as necessidades nacionais, adotando uma política de preços que isolava parcialmente as flutuações dos preços internacionais dos preços dos derivados vendidos no mercado brasileiro.

 

Com o desmonte da Petrobras, ou seja, venda de parte de suas ações a empresa perde mais aceleradamente sua participação no mercado, dando espaço para os importadores, aumentando a sensibilidade dos preços internos às variações internacionais, com o objetivo de criar um ambiente propício para a venda de parte do parque de refino da empresa.

 

E isso há uma escolha de reduzir o papel da Petrobras e ampliar a presença de outros atores no mercado de refino, vendendo participações em algumas refinarias e, para isso, é necessário criar um ambiente que atraia potenciais investidores. Preços internacionais, espaços ocupados por importadores, redução da integração vertical na logística, com aberturas ao mercado, podem criar um cenário de uma política de preços para agradar ao mercado, mas penalizando os trabalhadores, com preços dos combustíveis elevados.

 

Motivo 4: Aumento do dólar

 

Uma combinação para o aumento dos combustíveis tem sido também a alta do dólar e do aumento da cotação internacional do petróleo. Como a moeda americana impacta diretamente no preço do combustível, é importante acompanhar a oscilação do dólar para estar por dentro do que pode acontecer também com os preços da gasolina.

 

Mas e qual a relação da variação do dólar e os preços dos combustíveis no país? De forma simples, a moeda norte-americana influencia o preço da gasolina porque, desde julho de 2017, a Petrobras baseia o valor do barril de petróleo em dólar para fazer reajustes na gasolina nacional.Ou seja, quando o dólar está alto, o preço do barril de petróleo também sobe, impactando diretamente no combustível no Brasil.

 

 

Motivo 5: Impostos sobre o combustível 

 

Aprovado na Câmara dos Deputados desde outubro, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/2020 será apreciado pelo Senado nos próximos meses.  O projeto altera o cálculo da cobrança de ICMS sobre combustíveis. O objetivo é reduzir o preço final para o consumidor nos postos. Os críticos da proposta que altera o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) alegam que os Estados e o Distrito Federal perderão arrecadação sem ter culpa pela alta dos preços.

 

O texto aprovado determina que o ICMS cobrado em cada unidade da Federação seja calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. Atualmente, a referência é o preço médio nos 15 dias anteriores. Na prática, isso reduz o impacto de variações repentinas sobre o ICMS efetivamente cobrado.

 

O texto obriga, além disso, estados e Distrito Federal, a fixar as alíquotas anualmente, fazendo-as vigorar por 12 meses a partir da publicação. De acordo com a Agência Senado, o relator na Câmara calcula que a mudança levaria, se aplicada hoje, a uma redução média do preço final de 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel B. 

 

Em setembro deste ano, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os preços médios da gasolina comum, do etanol hidratado e do óleo diesel foram, respectivamente, de R$ 6,08, R$ 4,70 e R$ 4,73. Em janeiro de 2019, esses valores eram de R$ 4,27, R$ 2,81 e R$ 3,44. Parte do aumento se deve à cotação do barril de petróleo, já que a política de preços da Petrobras leva em conta os valores praticados no mercado internacional. Outra parte se deve à variação cambial, com a queda do real frente ao dólar.

 

Está sendo cada vez mais difícil acompanhar os preços dos combustíveis, não é verdade? Neste artigo, te damos 5 motivos para entender essa situação que estamos passando! Compartilhe nos grupos de zap e face da rapaziada! Mais pessoas precisam saber disso!

 

Até mais!!!

 

 

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