Terça, 24 de Maio de 2022
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Caminhoneiros enviaram carta a Bolsonaro pedindo agilidade na liberação das estradas em Minas

Governo federal prometeu uma solução para o desvio no trecho interditado da BR-381 apenas no início de fevereiro

22/01/2022 às 11h09
Por: Redação Fonte: Itatiaia
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Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

O estado de Minas Gerais continua às voltas com os estragos que os temporais da virada do ano causaram à sua malha rodoviária, a maior do país. Embora as chuvas tenham perdido intensidade em parte do território mineiro, ainda nesta sexta-feira (21) há 30 pontos com interdição total ou parcial.

 

Um dos pontos de maior problema está na BR-381, em Nova Era, na região Central do estado, onde o asfalto foi revirado após um desmoronamento e segue toda fechada e sem desvio. O governo federal prometeu uma solução para o desvio no trecho no início de fevereiro, mas os caminhoneiros que trafegam pelo local têm pressa. Na tentativa de agilizar as obras, os trabalhadores mandaram uma carta direcionada ao presidente da República, Jair Bolsonaro, pedindo socorro.

 

 

Segundo José Nathan, presidente do Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros, a correspondência que explica a situação das estradas mineiras já está em Brasília. Ele conta que os prejuízos são incalculáveis devidos aos inúmeros problemas que aguardam resposta do Governo Federal. 

 

"A forma mais fácil de expor um problema é diretamente com o presidente, ele que manda. Fizemos um documento, através do sindicato de caminhoneiros, pedindo socorro à Presidência da República porque nós temos muito trecho de rodovia com problemas em vários estados. Estamos pedindo agilidade no processo", conta. 

 

Trechos mais críticos estão também na região do Vale do Aço, onde motoristas de carretas e ônibus são obrigados a sair da BR-381, próximo a João Monlevade, entrar na BR-262, chegar ao trevo da cidade Realeza e acessar a BR-116, mais conhecida como Rio/Bahia. No entanto, os problemas também são vistos nessa rodovia. Os caminhos alternativos aumentam o trajeto em torno de 150 km, atrasando a viagem entre 2h a 5h, e também colocam os motoristas em pistas esburacadas e mal sinalizadas.  

 

"O Vale do Aço fechado você já imaginou o transtorno que é. Tem caminhoneiro que se errar o caminho é perigoso nem conseguir voltar. É difícil demais a situação de quem está no transporte nessa região", desabafa.

 

 

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