Domingo, 29 de Maio de 2022
Artigos Custos

Você sabe quanto custa ser um caminhoneiro?

Entre taxas, impostos e manutenções, saiba quanto esses profissionais têm de gastos

09/02/2022 às 10h46
Por: André Baioff Fonte: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

A profissão de caminhoneiro não é uma tarefa fácil. Como em qualquer profissão, é necessário fazer investimentos, capacitações e qualificações. Entre as diversas modalidades de trabalho como caminhoneiro (autônomo, agregado ou CLT), os gastos vão sempre aparecer.

 

Saiba tudo neste artigo que preparamos para você e que mostra em detalhes todos os custos que um caminhoneiro tem.

 

Aqui você encontra:

 

6 principais despesas de um caminhoneiro

 

Saber das principais despesas de um caminhoneiro faz com você tenha noção antes de iniciar na profissão (ou ter consciência deles, se você já está trabalhando na área). Pensando nisso, listamos abaixo as 6 principais despesas, acompanhe:

 

  1. Combustível: óbvio que, como sendo uma espécie de matéria-prima deste trabalho, o combustível deve estar no primeiro tópico. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) fez uma pesquisa sobre o quanto os caminhoneiros autônomos gastavam com combustível. À época, a média era de pouco mais de R$ 6,4 mil por mês. Com os aumentos dos preços nos últimos anos, esse valor, certamente, está maior. 

 

  1. Pedágios: estima-se que o brasileiro gaste com pedágios, em média, R$ 8,77 a cada 100 quilômetros. Como os caminhoneiros autônomos rodavam, segundo o estudo da CNT, uma média de 9.344,7 quilômetros por mês, o gasto seria de R$ 819,53 mensais por eixo.

 

  1. Manutenção: um autônomo fazia em média 5,4 revisões por ano e gastava com cada uma R$ 1.921,82, ainda segundo a pesquisa da CNT. Assim, tinha uma despesa de R$ 864,82 ao mês. Mas esse valor pode diminuir se o caminhoneiro fizer a manutenção preventiva, pois ela fica em torno de 40% mais barata do que a corretiva.

 

  1. Depreciação do caminhão: a depreciação é a perda de valor do veículo desde a compra até a data atual. Utilizando como exemplo o Scania R440, modelo mais vendido do Brasil, segundo a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em abril de 2011, um zero-quilômetro do modelo A 4×2 2 portas a diesel, custava R$ 364.067,00. Em abril de 2018, o preço era de R$ 226.576,00. Houve, portanto, depreciação de R$ 1.636,80 por mês.

 

  1. Seguro: o seguro do caminhão (sem contar o da carga, que é obrigatório), fica em torno de 4% a 8% do valor venal (tabela Fipe). O prêmio, como é chamado o valor pago à seguradora, depende, no entanto, de vários fatores, como perfil do condutor, ano do modelo, quilometragem média rodada e plano de cobertura.

 

  1. Impostos, taxas e outros: o caminhoneiro paga, durante toda sua vida profissional, uma série de taxas e impostos, seja em descontos no pagamento, seja como recolhimento e contratação obrigatórios. Alguns exemplos são INSS, Imposto de Renda, contribuições sindicais, taxas veiculares (IPVA, DPVAT e Licenciamento), exames toxicológicos regulares e seguros para as cargas.

 

As temidas obrigações fiscais 

 

Quando o caminhoneiro opta pelo regime CLT boa parte dos custos operacionais ficam por conta da empresa e já são descontados diretamente no holerite. 

 

Se o motorista é autônomo, no entanto, deve se preocupar em se reportar à Previdência Social como Contribuinte Individual do INSS

 

Ainda com os profissionais autônomos, outra atenção é quanto ao tributo IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Todos os pagamentos efetuados ao mesmo profissional no mês devem ser somados para verificação do limite da tabela do Imposto de Renda.

 

Portanto, quando o carreteiro passa a ser o seu próprio patrão, a coisa muda, pois além de organizar seu orçamento, para conseguir honrar todos os compromissos, tem de ficar atentos para manter em dia o pagamento das taxas.

 

Inscrição no RNTRC

 

Aos autônomos, a primeira intenção tem que ser a de obter a inscrição do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), na modalidade Transportador Autônomo de Carga (TAC). 

 

Lembrando que, para obter o registro nesta categoria, é preciso ter ao menos três anos de experiência na atividade, ou realizado algum curso de capacitação na área, além de comprovar ser dono de ao menos um caminhão registrado em seu nome.

 

Contrato de prestação de serviço para autônomos: essencial 

 

Para ter total controle do pagamento destas contribuições e taxas, é importante que a contratação do autônomo seja feita mediante um contrato de prestação de serviço, que trate das responsabilidades, regras e ,principalmente, exclua qualquer condição que possa caracterizar a condição de vínculo empregatício” entre a contratante e o contratado. 

 

Além disso, é preciso que seja gerado também o Recibo de Pagamento de Autônomo ou o Recibo de Prestação de Serviço (RPA), documento criado no ato do pagamento pelos serviços prestados, visando a comprovar e destacar as taxas recolhidas.

 

Encargos com mudança de CNH

 

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que, para conduzir veículos pesados de carga, é necessário estar habilitado nas categorias C, D ou E. Cada uma dessas categorias da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) permite conduzir caminhões de determinadas características.  Veja a seguir as diferenças.

 

  • Categoria C: nesta categoria, o motorista pode conduzir veículos de transporte de carga com peso bruto total acima de 3,5 mil Kg. No entanto, o peso bruto total da unidade acoplada (como o reboque ou semirreboque) não pode ultrapassar 6 toneladas.

 

  • Categoria D: aqui o habilitante pode conduzir veículos de transporte de passageiros com mais de 8 lugares. Ainda, o habilitado D pode conduzir veículos da categoria C e ainda transportar produtos perigosos.

 

  • Categoria E:  na categoria E é autorizado a dirigir combinações de veículos com uma unidade tracionada de peso bruto total maior que 6 toneladas ou com mais de uma unidade acoplada. Esse motorista também pode dirigir veículos das categorias B, C e D, além de cargas perigosas.

 

Quais os custos das habilitações

 

O custo para a mudança de categorias da CNH varia por estado. Em São Paulo, por exemplo, o custo inicial é de R$ 261,51 e inclui taxas do Detran-SP, exame médico e avaliação psicológica. Fora isso, é necessário contratar aulas práticas junto a uma autoescola. O valor total dessas aulas pode chegar a R$ 1,5 mil.

 

Para habilitar-se nas categorias C, D ou E é obrigatório, ainda, realizar um exame toxicológico. O preço varia de acordo com o laboratório escolhido mas, geralmente, custa a partir de R$ 300.

 

Onde o caminhoneiro pode ganhar o pão?

 

Primeiramente, é preciso escolher a forma como você quer trabalhar. As opções para o caminhoneiro são três:

 

  • Autônomo: com seu veículo próprio e CNPJ, você terá mais lucro, mas terá que correr atrás de fechar negócios e vai precisar se planejar muito bem;

  • Funcionário registrado: com veículo da empresa, você receberá um salário fixo e terá que atender apenas às demandas que forem repassadas. Os custos de manutenção do caminhão também são da contratante;

  • Agregado: você não será contratado da empresa, mas será chamado para fazer serviços de transporte para ela com seu caminhão e responderá pelos seus custos.

 

E aí, é muito bom saber dos custos que um caminhoneiro tem, não é verdade? Esperamos que você tenha gostado do nosso artigo e…

 

Até a próxima!

 

 

Siga o Portal On Truck nas redes sociais. Estamos no FacebookInstagram e Linkedin. Acompanhe também os nossos vídeos em nosso Canal no Youtube e receba as notícias diárias em nosso Grupo de WhatsApp.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários