Quarta, 25 de Maio de 2022
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Motorista profissional: entenda os 4 pontos da alta dos combustível

O aumento vem acelerando bem antes da guerra na Ucrânia!

24/03/2022 às 08h57 Atualizada em 24/03/2022 às 13h32
Por: Redação Fonte: Redação
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Foto: Divulgação
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Fala, pessoal! Beleza?

 

Estamos aqui hoje com mais um assunto sobre o universo das estradas!

 

Você deve estar assustado com o preço do combustível, não é verdade? E quem não?!

 

Quem trabalha profissionalmente como motorista tem dificuldade com esse aumento. Pensando nisso, resolvemos fazer um artigo para explicar, em 4 pontos, o que está por trás desse aumento.

 

Ficou curioso? Então, bora lá saber mais?

 

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Aqui você encontra:

 

1º Ponto: a Guerra da Ucrânia

 

Você já deve estar sabendo que está acontecendo uma guerra na Ucrânia e isso afeta o Brasil por dois motivos:

 

  1. A Petrobras importa petróleo e seus derivados. Com isso a estatal repassa os reajustes por conta da política de Preço de Paridade de Importação, adotada em 2016;

 

  1. Consequentemente, o barril do petróleo ficou mais caro como resultado da guerra e medidas como as sanções dos Estados Unidos e da União Europeia contra o petróleo e o gás exportados pela Rússia. 

 

Mas o Brasil não se declara autossuficiente na produção de petróleo?

 

Isso é verdade! Mas, devido ao tipo de petróleo extraído e a insuficiência na capacidade de refino, nosso país ainda precisa importar tanto petróleo cru quanto derivados como a gasolina. Isso faz com que a Petrobras sinta imediatamente o efeito de qualquer mudança no valor que paga pelo petróleo no exterior. A cotação do dólar também tem impacto imediato.

 

Mas isso não explica tudo. Como falamos, o repasse da alta ocorre porque a Petrobras adotou o chamado preço de paridade de importação (PPI) em 2016, durante o governo de Michel Temer.

 

2º Ponto: Aumento do barril de petróleo

 

A guerra, por si só, traz um efeito cascata em vários sentidos na economia mundial. Como vimos acima, o valor do petróleo subiu.

 

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, que é referência usada pela Petrobras, chegou a subir mais de 40% em um mês, chegando a US$ 130/barril no mercado internacional. 

 

Importadoras vinham questionando no último mês o fato de a Petrobras não repassar as variações no mercado internacional e indicavam defasagem no preço aplicado no Brasil.

 

Com a PPI, a Petrobras segue os preços internacionais. Assim, o aumento recente está ligado sobretudo à alta global do preço do petróleo, que é piorada no Brasil pela desvalorização do real (veja a nossa explicação em um tópico mais abaixo).

 

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Mesmo antes da guerra, no ano passado, os combustíveis já lideravam a alta da inflação. No IPCA, principal índice inflacionário de referência, as altas acumuladas no ano passado foram de mais de 40% para os combustíveis de veículos no Brasil e 30% para os residenciais, muito acima da inflação geral (de 10,06% em 2021).

 

A depender das sanções que atinjam a oferta de petróleo russo e os desdobramentos da guerra, não se descarta que o barril possa chegar à casa dos US$ 200, o que fará com que os preços no Brasil subam ainda mais.

 

3º Ponto: A defasagem de preço

 

Mesmo antes da invasão russa à Ucrânia, os preços do petróleo já estavam subindo, porque a oferta estava abaixo do crescimento da demanda. Isso aconteceu lá no início da pandemia, com o isolamento social, os produtores do Oriente Médio fecharam as torneiras para segurar a queda do valor do barril.

 

Agora, a volta da produção tem acontecido em ritmo lento. Segundo Agência Internacional de Energia, a organização Opep, que reúne os principais produtores em um cartel, tem uma capacidade ociosa de 4 milhões de barris por dia.

 

Ao total, os países somados têm produzido 33 milhões de barris por dia, o que não é visto por países que defendem um barril mais baixo como o suficiente para atender o mercado internacional, já que a pandemia é considerada controlada.

 

Mesmo com reajustes recentes da Petrobras, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) afirma que ainda há uma defasagem de mais ou menos 25% no preço vendido pela companhia, o que prejudica a concorrência. Segundo a Ativa Investimentos, o hiato é de 40%.

 

Essa defasagem também é apontada por analistas que defendem a maximização do lucro da Petrobras como um ponto que precisa diminuir. Ou seja, para melhor retorno aos acionistas, a empresa deveria até aumentar os preços atuais.

 

4º Ponto: A desvalorização do Real

 

O Brasil até estava conseguindo ficar de fora do movimento de perdas no mercado internacional, que refletia a escalada da tensão entre Rússia e Ucrânia. Infelizmente, desde que a guerra se tornou realidade, não deu para escapar.

 

Mesmo que o dólar chegou a ficar abaixo de R$5 mês passado, o que não acontecia há mais de um ano, e, também, graças ao fluxo estrangeiro atraído por ações ligadas a commodities e empresas com previsão clara de lucro, teve seus ganhos reduzidos. 

 

Então, a melhoria no mercado financeiro brasileiro acabou?

 

O ponto que devemos pensar é que a tendência de desvalorização do real em relação ao dólar seja acelerado.

 

Agora que você entendeu sobre como a alta da gasolina afeta a vida do motorista profissional, envie este artigo para o pessoal do Zap e Facebook para ajudar nós do portal On Truck!

 

Até a próxima!

 

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