Sábado, 21 de Maio de 2022
Economia Maior Patamar

Comércio entre Brasil e Canadá atinge maior patamar já visto na última década

Produtos manufaturados e semimanufaturados foram destaque no comércio bilateral

12/05/2022 às 10h56
Por: Redação Fonte: Câmara de Comércio Brasil-Canadá
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Foto: Divulgação
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Após atingir em 2021 o nível recorde histórico de US$ (FOB) 7,478 bilhões na corrente de comércio, ou seja, a soma entre exportações e importações, Brasil e Canadá já dão sinais de que o processo de expansão dos negócios entre os dois países deverá continuar em 2022, relevam dados do estudo Quick Trade Facts, elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

 

No primeiro trimestre de 2022, a corrente de comércio entre os dois países saltou expressivos 36,58%, de US$ (FOB) 1,39 bilhão para US$ (FOB) 1,9 bilhão. O saldo comercial foi positivo para o Brasil, em US$ 385,6 milhões.

 

É a primeira vez que a corrente comercial entre Brasil e Canadá chega a esse patamar nos últimos 10 anos. Em 2012, o valor total era de apenas US$ (FOB) 1,29 bilhão, caindo para seu menor nível em 2014, quando totalizou apenas US$ 976,8 milhões. De lá para cá, porém, os resultados foram se tornando mais expressivos – apontando para uma maior complementaridade das duas economias nos anos seguintes.

 

Patamar recorde nos embarques

 

As exportações ao Canadá totalizaram US$ (FOB) 1,145 bilhão entre janeiro e março de 2022, um aumento de 21% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando foram registradas vendas externas de US$ (FOB) 943,47 milhões.

 

Comparando-se este resultado aos anos anteriores, observa-se que o montante foi o mais expressivo já visto na última década em termos de embarques para o mercado canadense, e o primeiro que passou a barreira de um bilhão de dólares.

 

 

Neste primeiro trimestre, observou-se a manutenção da distribuição da pauta de exportações por fator agregado observada em 2021. Novamente predominaram os produtos manufaturados (cuja participação subiu de 43,5% para 46,4%) e os semimanufaturados (de 49,8% para 44,7%), restando aos básicos uma fatia de 8,9% (ante 6,6% no ano anterior).

 

Os principais destaques nos embarques brasileiros ao Canadá foram produtos das indústrias químicas, especialmente para fertilizantes; itens relacionados à indústria mineradora, como minerais, metais preciosos ou comuns, e maquinários diversos. Também ganharam espaço relevante as exportações de açúcar e café.

 

Importações em ritmo de alta

 

A mesma tendência de expansão do intercâmbio bilateral foi vista do lado das importações no primeiro trimestre de 2022 – quando as compras de produtos canadenses totalizaram US$ (FOB) 759,6 milhões – ou 68% a mais que nos três primeiros meses de 2021, quando somaram US$ (FOB) 451,28 milhões. Assim como nas exportações, o resultado das importações também reflete a melhor performance em uma década – e tem apresentado expansão consistente desde 2017.

 

No que se refere à cesta de produtos, houve uma alteração significativa na distribuição dos importados do Canadá por fator agregado. Os semimanufaturados, que em 2021 correspondiam a 34,9% do total, agora saltaram para 68%. Já os manufaturados caíram de 53,2% para 30,3% de participação, ao passo que os básicos encolheram de 11,9% para apenas 1,7%.

 

Dessa forma, destacaram-se as compras de produtos das indústrias químicas (aqui também com destaque para fertilizantes) e plástica, itens farmacêuticos, maquinários e instrumentos diversos, além de reatores nucleares e aeronaves e aparelhos espaciais.

 

Impacto menor da Covid e câmbio estimulam resultados

 

O estudo da CCBC revela que fevereiro foi o mês que apresentou o maior valor em termos de corrente comercial entre os dois países. Foi também o período no qual as exportações brasileiras apresentaram valores mais expressivos do que as importações.

 

No caso dos embarques, uma possível causa para esse resultado é o cenário de redução das restrições acarretadas pela pandemia da Covid-19, que pode ter tido impacto relevante nos resultados das exportações.

 

No sentido inverso, o aumento nas importações foi favorecido pela média cambial do dólar dos Estados Unidos, que apresentou queda no primeiro trimestre deste ano – atingindo a cotação de R$ 5,23.

 

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